FERNANDO CORRÊA ROCHA - 2o Ten. Av.
(convocado como Aspirante da Reserva)
* 12 JULHO 1921 - † 01 ABRIL 2008

Ten. Av. Rocha
 

Era casado com a Sra Lélia com quem teve duas filhas que lhes deram quatro netos.

Na Itália:

Realizou seu treinamento em Suffolk (EUA) e na Itália. Chegou ao Teatro de Operações da Guerra como Aspirante Aviador da Reserva em outubro de 1944. Sendo promovido a 2o Ten. em 21 de maio de 1945.Foi Ala do Cap. Pessoa Ramos na Esquadrilha Amarela (Yelow Flight) que posteriormente foi desativada, passando então para a Verde.

Realizou 74 missões, sendo a primeira em 06 de novembro de 1944 e a última em 01 de maio de 1945. A grande maioria delas no seu avião, que era o B5.

Após a Guerra:

Ao regressar ao Brasil, serviu no 1º Grupo de Caça. Pouco tempo depois de sua volta pediu baixa e ingressou na Panair do Brasil onde rapidamente atingiu o posto de Comandante. Voou as aeronaves DC-3, DC-6, DC-7, DC-8 e Constellation por cerca de 20.000 horas sendo a maior parte em rotas transatlânticas.

Após o fechamento da Panair, voou ainda por 2 anos na VARIG. Tendo encerrado suas atividades aeronáuticas devido a um acidente, foi Diretor da Hidro-Service Engenharia e Planejamento de Projetos.

Condecorações:

  • Campanha da Itália;
  • Campanha do Atlântico Sul;
  • Cruz da Aviação "fita A" com 3 estrelas;
  • Ordem do Mérito Aeronáutico;
  • Distinguished Flying Cross (EUA);
  • Air Medal com 3 palmas (EUA);
  • Presidential Unit Citation (EUA).


Pessoal:

Em 1942, aos 21 anos, no 2o ano da Faculdade de Direito do Largo de S. Francisco, concorreu a uma bolsa de treinamento militar oferecida pelos EUA à FAB. Por já ser piloto civil, apresentou-se foi convocado e começou o curso em 1943. Juntou-se ao agrupamento em N. York em 4 de julho de 1944. Dois dias depois seguiram para Suffolk em Long Island. P-47 B5 Museu da TAM

Ten. Av. RochaEm outubro de 1944 chegou à Itália para combater, onde voaria no P-47 B5. Conhecido como Rochinha, é um dos autores da “Ópera do Danilo”. Figura muito querida entre os Veteranos e, principalmente, no seio das novas gerações. Figura de extrema simpatia, Piloto de Caça puro, jamais se desligou de suas origens e da comunidade da Caça. 

Em dezembro de 2005, na presença de veteranos do 1o Grupo de Caça, da Inglaterra e da Alemanha, teve a satisfação de ver uma aeronave P-47 pintada com o seu antigo código B-5, ser incorporada ao Museu da TAM na cidade de São Carlos, em São Paulo.

Participou de diversos acontecimentos importantes da vida do 1o Grupo de Caça na Itália. Deixa lacuna impossível de ser preenchida na História de Combate da FAB durante a 2a Guerra Mundial.


 

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