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Ser profissional

 “Vademecum do piloto de combate”

(Fórum no 41, set/out 2013)

  

“SER PROFISSIONAL” é, sem dúvida, uma questão de meios; mas é, também e principalmente, uma questão de estado de espírito. E, se não sabemos exatamente o que isso é,  seguramente sabemos o que isso não é. “SER PROFISSIONAL” não é, certamente, culpar aqueles que nos antecederam, mas sim tirar lições de suas experiências, para  aplicá-las com sucesso. Para isso, é necessário que sejamos humildes nas críticas e tenhamos honestidade intelectual para reconhecer sua obra.

“SER PROFISSIONAL” não é, certamente, trabalhar em função do material ideal, que seria desejável possuir, mas sim, tirar o máximo proveito daquele material, que já temos. Para isso, é necessário reconhecer que isso requer vontade, planejamento, paciência e, sobretudo, trabalho.

“SER PROFISSIONAL” não é viver, dizendo que “o sistema-de-armas que temos já não é operacional”. Mas sim refletir, racionalmente, sobre as reais possibilidades que tem, admitindo que nem todas as experiências são possíveis. Para isso, é necessário que conheçamos essas limitações e compreendamos porque elas existem, e daí partamos para o combate...

“SER PROFISSIONAL” não é ressaltar os erros de uma organização que parece “pesada e inadequada”, mas aprender a conhecer sua tarefa para descobrir seus méritos. Para isso, é necessário que tenhamos coragem moral para estarmos abertos e não rejeitarmos, a priori, as reformulações, modernizações e reestruturações.

“SER PROFISSIONAL”, enfim, não é fazer “não importa o quê, não importa como, não importa quando”, crendo que somos os melhores. Infalíveis.

É, talvez, e tão simplesmente, não admitirmos a mediocridade conosco e à nossa volta, sabendo que, no nosso  trabalho, certamente, os  outros não saberão tolerá-la.

 

L. N. Menezes – Maj Brig
Piloto de Caça – Turma 1948

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