Pilotos após a missão  13kbytes

ESTÓRIA INFORMAL DA CAÇA
(Fascículo no 57)

  

Este fascículo contém 3 (três) estórias:
(57-1) Caçadores Submarinos
(57-2) Deslocamento do Esquadrão de Aratacas
(57-3) O Coroné e o Lobisomem 

 

  CAÇADORES SUBMARINOS
(Estória 57-1)

 

Essa Estória de Caçador é um pouco diferente, mas não deixa de ser uma Estória de Caçador.

Fortaleza nos idos de 1980/81 foi uma época única para quem gosta de mergulhar. Uma oportunidade que só acontece de sete em sete anos e quando acontece. Se acontecer, novamente, será no inverno chuvoso que advirá logo após uma época de seca braba no “aratacal”. Naquela época, final de um ano e princípio de outro, o vento muda de constante 127o para uma variação em torno dos 90° e a intensidade cai quase a zero, dá até para pousar na 31. Nessas condições, a água do mar fica azul transparente até muito próximo da costa, algumas por vezes chega a encostar em algum ponto das praias, proporcionando condições ideais para o mergulho.

Àquela época, aproveitando a situação, alguns “Rapazes Intrépidos do Cocorote”, mergulhavam no Titanzinho, arrecife artificial de pedras na praia do Mucuripe, próximo ao antigo farol. Não confundir com o Titã que faz parte do Porto.

Esse local, muito usado por surfistas, com o mar pequeno e águas claras, foi tomado pelos caçadores submarinos. Foi o local onde o nosso saudoso Almeida caçou um Mero de 94kg e onde eu bati o meu recorde de profundidade, indo a pouco mais de 17 metros, atrás do Pastorello, “o Grego”, que, por sua vez, ia atrás de um baita Mero.

Um dia, recebemos um desafio de José Salazar, “o Primo”, para mergulharmos em mar aberto, em um navio naufragado nas águas frontais à praia do Diogo, que dizem ser o Siqueira Campos, torpedeado e encalhado a umas oito milhas da costa e entre dez e quinze metros de profundidade.

Para isso, montamos um esquema para viabilizar o mergulho aos sábados. Uma missão de instrução era escalada na sexta-feira para sobrevoar a área e caso o Caçador observasse mar azul e a silhueta do navio contrastando com o branco da areia, as condições estavam perfeitas. Com uma passagem baixa, balançando as asas, sobre a Colônia de Pescadores, selávamos o acordo para que, na manhã do dia seguinte, uma jangada e a tripulação estivessem prontas para zarpar para o navio.

Tudo combinado, ao final do expediente da sexta, pegávamos a estrada às cinco da madruga do dia seguinte na proa de Beberibe, de Beberibe para Morro Branco e seguindo o litoral chegávamos ao Diogo e à Colônia de Pescadores no final da praia. Após uma hora de asfalto e um pequeno trecho de terra, estávamos ajudando a colocar a jangada na água, afinal nem tudo era “mamão com açúcar”.

Normalmente, às 9 horas, aproveitando o terral, chegávamos, sem GPS, apenas por triangulação, na vertical do naufrágio. Era impressionante a precisão dos Mestres que navegavam para um ponto, lançavam ferro e utilizando-se do comprimento do cabo, deixavam a correnteza nos colocar na posição. O número de Caçadores variava entre 5 e 6, não podia ser mais devido ao limitante de pssoas à bordo “POB” da jangada. Sempre capitaneados por Salazar seguiam-se o Bukowitz, o Maurício, o Silva, o Kauffman, o Lopes Alves (Maguila), o Alexandre Salazar (filho) e eu, me perdoem se esqueci alguém.

Todos tinham que fazer o primeiro mergulho juntos, o princípio da surpresa era necessário para se pegar alguns peixes de qualidade, como a Caranha, que quando assustados, entocavam-se dentro do navio. Normalmente alcançávamos o "deck" a uns 7 ou 8 metros de profundidade e quase ao mesmo tempo ouvia-se o choque do aço dos arpões contra a ferragem do navio.

Esse primeiro mergulho rendia bons frutos, todos subiam com bons peixes e de bom tamanho. Ficávamos umas quatro horas caçando e pegando peixe a cada mergulho. Nada se desperdiçava, se não tínhamos sucesso no fundo, aplicávamos o princípio da oportunidade e, ao subirmos, partíamos para o alvo secundário arpoando um Paru-branco, às vezes dois em um só tiro, dado a sua larga silhueta e a quantidade existente à meia água.

Não raro um cardume de Pampos nos rodeava nadando em veloz espiral, o que nos proporcionava um desafio igual ao combate aéreo, o tiro tinha de ser com deflexão para se acertar o alvo. Eram peixes fortes e briguentos, com seus 8kg a 10kg, e vez por outra, conseguiam dar caldos nos Caçadores. Durante os combates, não se podia compensar o “G” dando muita linha aos arpões porque o peixe ferido se entocava dentro do navio e a linha era rompida pela ferragem afiada e cheia de caracas.

Uma vez arpoei um Beijupirá, o cação de escamas, que com seus aproximados 20kg me puxou e rumou para dentro do Navio. Topei o combate e o resultado foi ficar sem o arpão. Continuei a mergulhar com o reserva até que, horas depois, o Maguila encontrou aquele arpão sobre o "deck", torto quase 90o e próximo ao local onde havia arpoado o cação.

Outra vez o Alexandre, filho do Salazar, deu de cara com um Mero que devia pesar, no barato, mais de 150kg e muito maior que ele. Somente com um arbalete ele não se atreveu a atirar. Resolveu aplicar o princípio da massa, voltou à superfície chamando o primeiro que viu, acho que foi o Kauffman, e foram à caça. Eu também vi o chamado e fui atrás dos dois. Quando chegamos na arena só deu para ver aquele “cargueiro” entrando, tranqüilamente, em um rombo que havia no casco, rombo que poderia ter sido feito por um torpedo. Tivemos sorte de não alcançarmos o envelope das nossas armas.

Próximo ao meio-dia, começávamos a sentir, mesmo através do "snorkel", primeiro o cheiro de palha queimada e depois o do peixe sendo cozido. A palha era a do coco, excelente combustível para o fogão feito com lata de 20 litros, e o peixe, o Paru que tinha em quantidade. Ah! A água era a do mar mesmo, já salgada, no ponto e às vezes com um pouco de cheiro verde. Uma vez o Salazar levou dendê e leite de coco. Mas nem sempre a tripulação fazia peixe, a maioria comia bolacha d’água com rapadura e água, essa não era do mar e sim levada em moringas de barro ou bóias de marcação perdidas de navios.

Apesar de dependerem do mar, os Jangadeiros não se sentem muito à vontade com ele. Sentimos o enorme respeito que eles têm por aquela enorme quantidade de água tão necessária e tão desconhecidamente hostil. Deixar a jangada nunca, mergulhar muito menos. Oferecíamos uma máscara e somente pondo o rosto no mar, ficavam como crianças assustadas ao verem o navio fantasma que repousava no fundo. Lá pelas treze horas levantávamos âncora. A essa hora o vento já mudara e voltávamos rapidamente em um folgado través. Regressávamos proseando e cada um contando os seus causos.

Entender o dialeto “jangaderês” não era fácil e quando eles percebiam, iam sempre uns três conosco, começavam a “mangar” de nós. Só podíamos retaliar falando em inglês. Quase sempre levávamos um abrigo para quebrar o frio da volta. Como era inverno, nem sempre contávamos com o sol. Eu, por exemplo, mergulhava com a parte superior da malha de educação física que me protegia do sol, do frio e das caracas e farpas do navio. Essa malha acabei dando de presente para um velho lobo do mar que tremia mais que vara verde no seu trabalho de aguar a vela da jangada.

Ao chegarmos à praia, surfando as ondas, quase toda a Colônia de Pescadores estava nos esperando. Na primeira vez foi surpresa, depois passou a ser obrigação. A quantidade de peixes que nós trazíamos, em quatro horas de caça, era maior do que a colônia conseguia em uma semana, às vezes mais. Eram mais ou menos 60 a 80 peixes que trazíamos, se fôssemos cinco ou seis Caçadores. Escolhíamos dois ou três e o resto o Chefe da Colônia dividia com o seu pessoal.

Nunca nos cobraram um tostão, apenas aceitavam a divisão dos peixes, daí a nossa obrigação. Isso só acontecia ali no Siqueira Campos, náufrago que ficava anos protegido pelas condições do mar e que só nós, Caçadores, tínhamos, quando em vez, o privilégio de vê-lo e assim, usufruir as melhores condições e colher um pouco do seu tesouro. Voltei vários anos a Fortaleza e sempre que podia sobrevoava o local. Nunca mais consegui avistar a sombra do navio, nunca mais consegui encontrar as condições de mar azul.

Acredito, entretanto, que após uma seca braba de três anos, se entrar um inverno “pai d’égua”, o azul vai encostar e o Siqueira Campos vai dar uma colher de chá e se deixar avistar pelos Caçadores que ousarem mergulhar em suas águas protegidas.

A nossa saudade ao Salazar, ao Almeida e ao Lopes Alves.

A La Chasse !!!
 

Alberto "Bidon"Côrtes - Cel.Av. R1
Piloto de Caça - Turma de 1970


Este fascículo contém 3 (três) estórias:
(57-1) Caçadores Submarinos
(57-2) Deslocamento do Esquadrão de Aratacas
(57-3) O Coroné e o Lobisomem

 

 DESLOCAMENTO DO ESQUADRÃO DE ARATACAS
(Estória 57-2)

 

Tinha assumido o comando do 1o/4o G.Av, há um mês, quando começamos a pensar na Festa da Caça em Santa Cruz no próximo mês de abril, atendendo ao convite do Cel. Av. Baptista, então Comandante do Grupo de Caça. No convite feito por telefone, fez questão de ressaltar que estava preparando uma festa contando com a presença maciça de todas as unidades de caça. Com a devida autorização do Brig. Carrão, Comandante do Comando Aerotático (COMAT), que concordou com a idéia da presença do 1o/4o G.Av. com 12 aviões, todo o efetivo de pilotos e familiares e a presença de um bom efetivo da manutenção, começamos a estudar e planejar os eventos programados para a festa, com a minha recomendação de que queria uma participação marcante de nosso Esquadrão.

No planejamento geral, dividimos os eventos em Operacionais e Sociais. Da parte Operacional, a cargo do Operações Maj. Ancilon, ficou confirmado o apoio de um C-130 para suporte ao deslocamento e manutenção, e um Avro para os familiares. O deslocamento, com pouso intermediário em Salvador, foi planejado para que, na chegada em Santa Cruz, a primeira passagem sobre a pista, no espaço reservado para cada esquadrão fazer a sua demonstração de vitrine, seria feita com um Grupão formado pelos 12 Xavantes o C-130 e o Avro.

Nos preparativos da parte social, uma das idéias no meio de muitas, era que o uniforme de vôo dos Oficiais do 1o/4o G.Av. para a festa, fosse com aquele chapéu de couro típico do cangaço, no lugar do bibico, complementado com os óculos escuros usado por Lampião. Outra idéia foi a montagem de um conjunto musical típico do Nordeste, com instrumentos como Bumbo, Triângulo, Pandeiro, Reco- Reco, Violão, e o famoso Cavaquinho, naturalmente regido pelo nosso querido Ten. De Lima, arataca autêntico. As músicas seriam o Carimbó, que estava na moda, Baião, algumas músicas de carnaval para dar bastante animação e outras típicas da região.

As letras das músicas alusivas à Caça visavam, também, aos outros Esquadrões, principalmente os “Gaúchos”, atendendo recomendação do nosso serviço de informações, que captou um movimento de provocação da “Gauchada”, editando músicas em que os “Aratacas” eram alvos de muitas brincadeiras. Por causa desse detalhe, a festa da caça para nós começou bem antes, pois nos sábados e domingos que antecederam, foram marcados no Clube F-80, ensaios do conjunto musical dirigidos pelo De Lima, contando com a presença das esposas, sempre com muito chope e muita alegria.

Ficou estabelecido no "briefing" do deslocamento, que o chapéu de couro, complemento do uniforme, deveria estar na cabine durante o vôo de ida, para que na chegada em Santa Cruz, o capacete de vôo fosse trocado durante o táxi após o pouso, antes de entrar no pátio de estacionamento.

Como Pacau 01 na liderança do Esquadrão, eu seria o último a fazer a troca, naturalmente após dar ciência à Torre. O deslocamento foi normal e a chegada no horário planejado permitiu a reunião dos Xavantes com os aviões de apoio sobre o Campo dos Afonsos, para a passagem do Grupão sobre a pista de Santa Cruz, no horário estabelecido para cada unidade fazer seu vôo de vitrine.

No pátio de estacionamento, para a recepção de cada Unidade Aérea, estavam o Brig. Carrão, Comandante do COMAT, o Cel. Taveira, Comandante da Base, o Cel. Baptista, Comandante do Grupo de Caça, os Comandantes dos Esquadrões e vários Oficiais do efetivo da Base. Após o desfile aéreo e após o pouso, comandei pelo rádio a troca do capacete e continuei taxiando puxando a fila indiana dos 12 Xavantes. A expressão de espanto e surpresa da comissão de recepção foi grande, ao verem no desfile dos aviões passando para o pátio de estacionamento, o uniforme de vôo dos “Aratacas com chapéu e óculos do Lampião”. Após o corte dos motores, a apresentação dos pilotos do 1o/4o G.Av. às autoridades com o novo uniforme foi motivo de muitas brincadeiras e prova de que queríamos marcar nossa presença na festa.

Com a chegada de todas Unidades Aéreas, e após o “Show de Vitrine” de cada uma, estava programado um grandioso churrasco na piscina do Cassino dos Oficiais, como sempre acompanhado de muito chope e muitas brincadeiras. Outra surpresa estava sendo reservada para o churrasco, a apresentação do “Conjunto Musical Pacau”, que seria feita no momento adequado.

No início do churrasco, os “Gaúchos” vestindo trajes típicos começaram a cantar algumas músicas dos Pampas, mexendo com outras unidades participantes da festa e tendo sempre como alvo principal os “Aratacas”.

Por esse motivo os tenentes do 1o/4o G.Av, vinham para mim e pediam para começar o revide iniciando a apresentação do nosso conjunto, que até aquele momento ainda estava guardado como surpresa. Como a festa estava começando, queríamos que a “Gauchada pegasse bastante corda”, se sentindo donos das brincadeiras e da festa. Não sabiam que os instrumentos de nosso conjunto foram trazidos com o maior sigilo, e em número quase suficiente para todo o efetivo do nosso Esquadrão.

Estávamos preparados com muitos ensaios e um folheto editado contendo todas as letras das músicas ensaiadas, permitindo assim a participação de todos. Depois de algum tempo, cedendo à impaciência de alguns e à “pressão” do chope, foi autorizada a entrada do conjunto Pacau. A entrada em cena foi sensacional, pois quase todo o efetivo do Esquadrão ainda de macacão de vôo com o “chapéu de couro e os óculos do Lampião”, tocando os instrumentos e cantando ao mesmo tempo, abafou por completo o som do conjunto dos Gaúchos. A cantoria foi até altas horas da noite.

Uma outra participação do Conjunto Pacau foi no Baile de Gala da Caça. Antes de começar a Festa, procuramos o Maestro da orquestra mostrando o folheto com as músicas já na seqüência, pedindo a ele que imediatamente após as solenidades da meia-noite e após as canções da Caça, entrasse tocando as músicas que estavam selecionadas. Um detalhe importante é que as letras dessas músicas foram editadas e distribuídas pelas esposas dos oficiais por todas as mesas do salão. O baile foi um sucesso não só pelo fato de ser o Baile da Caça, mas pela participação de todos cantando e dançando nossas canções, um verdadeiro carnaval!!!.

O sucesso do conjunto e das músicas com suas letras foi tanto, que no almoço geral com a presença do Ministro da Aeronáutica, fui apanhado de surpresa, com o Cel. Taveira, Comandante da Base, convocando pelo alto-falante uma apresentação naquele momento do “já famoso Conjunto Pacau.” Foi difícil para todos nós fazer uma demonstração desse tipo sem uma libra de pressão.

Na parte Operacional tivemos também uma participação de destaque na Reunião tradicional de todos os Comandantes e Operações do COMAT e Esquadrões de Caça, apresentando uma sugestão de criação do curso padronizado para Líder de Esquadrilha, a ser dado pelo 1o/4o G.Av. em Fortaleza. A proposta era que o Curso de Liderança seria único, para os pilotos de F-5 e F-103, voando no AT-26, com o triplo objetivo: economia de combustível, economia de horas dos aviões F-5 e F-103 e padronização na Formação de Líderes de Esquadrilha.

A proposta foi aprovada e encaminhada ao COMAT para revisão e aprovação final. As notícias do sucesso chegaram logo a Fortaleza.

Fomos recebidos na pista com Banda de Música da Base e a presença de todos os oficiais... E assim foi a “Revoada dos Aratacas do Esquadrão Pacau”.

  

Edmundo Façanha de Albuquerque
Piloto de Caça - Turma de 1956


Este fascículo contém 3 (três) estórias:
(57-1) Caçadores Submarinos
(57-2) Deslocamento do Esquadrão de Aratacas
(57-3) O Coroné e o Lobisomem

 
 O Coroné e o Lobisome
(Estória 57-3)


Coroné e o Lobisome 
Nota: este desenho é uma adaptação do original feito pelo então Cap. Bombonato

 

Não é nome que se diga a esmo
E que se possa convocar
Nem coisa que se pense mesmo
Em com ele cupinchar.

O capeta cavalgou em tropel
Quando à noite de lua chegou
A alma de um coronel
Que com ele contratou.

O causo se deu no nordeste
A trama não há quem desfaça
E a maldição hoje pesa
Nas costas de toda a caça.

O home carreirista que só
Não sabia onde ir
Uma criança política
Resolveu de chofre parir.

E andava a procurar bandeira
Pensativo, reditabundo
Quando chegou de carreira
O dono do outro mundo.

Assustado o home falou
Com a voz a estremecer
Quem és tu, bicho da peste
Que haverá de querer.

Tenho uma rela de nomes
É comum nosso querer
Sou aquele que aparece
Como sói acontecer.

Procuro uma causa importante
Que provoque um enorme salseiro
Uma catapulta gigante
Pra chegar a brigadeiro.

Seu problema não é novo
Tá cheio de gente daninha
Que vendeu a alma ao cão
Pra não perder a boquinha.

Mas eu sou a cura das dores
Dos segredos mais guardados
Que tal declarar caçadores
Alguns de meus afilhados.

A idéia era oportuna
Ficou Paulo a meditar
Aos audazes sorri a fortuna
Era pegar ou largar.

E os germes do curso Walita
Pôs-se a plantar na lavoura
E solapa ou dinamita
Os conceitos de Nero Moura.

O prédio explodiu com ruído
Caiu da caça a Sorbonne
Com a maldição de ter produzido
Uma horda de “Lobisome”.

Os malditos ganharam mundo
Do pampa ao planalto central
A assombrar todo mundo
Em nome das trevas do mal.
Lobisomem piloto


Contra o Demo não há mal que pegue
Conta o famoso poeta Baralho
No entanto é bom que se leve
No anti “G” sempre um dente de alho.

Uma cruz de espelho no armário
Sempre foi como santo remédio
Ou pedaço do santo sudário
Que evita do Demo o assédio.

E no CATRE na noite exata
Em que cheia a lua levanta
Ao usar gargantilha de prata
Protejemos a nossa garganta.

A Caça se abriu e se deu
A Lobisomens, a tísicos com asma
E no breu da noite rangeu
O apito do trem fantasma
PIUÍÍÍ

Flávio Catoira Kauffmann & César Bombonato
Ano - 1983


 Este fascículo contém 3 (três) estórias:
(57-1) Caçadores Submarinos
(57-2) Deslocamento do Esquadrão de Aratacas
(57-3) O Coroné e o Lobisomem

 

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