1-10gavp2-3gavpABRA-PC 107 - Título

 

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ENDEREÇO  

Praça Marechal Âncora 15 - Castelo - Rio de Janeiro - RJ

CEP 20021-200
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Nosso expediente de secretaria é nas segundas e quartas-feiras das 9:00h às 12:00h.

(Nos demais horários deixe o seu recado "na eletrônica", ou transmita um fax, pelo telefone 21-2262-4304)  
 

 
 
ZEGA 17 
  

   ZEGA 17 - Natal - Perigo Aviário 


  

AGENDA

 

02 de dezembro  Último voo do AT-26 (Xavante) na FAB 
07 de dezembro  Criado o 2o/5o Grupo de Aviação (JOKER) 
07 de dezembro  O 1o/4o Grupo de Aviação (PACAU) passa a ser Unidade de Caça 
10 de dezembro Encerramento do Curso de Caça no 2º/5º GAv
 15 de dezembro  Primeiro voo de P-47 no Brasil
17 de dezembro 20 anos de falecimento do Brig. Nero Moura
18 de dezembro Criado o 1º Grupo de Aviação de Caça 
 20 de dezembro Chegada dos 4 primeiros TF-33 no 1o/4o GAv 
26 de dezembro Aniversário do COMDABRA
 28 de dezembro  Maj Nero Moura foi designado Comandante do 1º GpAvCa
11 de fevereiro Aniversário do 3º/3º GAv

 

Aos novos pilotos de caça, votos de sucesso continuado na carreira. Ao longo de suas vidas profissionais, lembrem-se: em caso de dúvida sigam seus líderes!

    

Senta a Pua !final de artigo

 


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Senhor Presidente,


Para este Vetusto Aviador, o nosso último Boletim fez-nos viajar nas asas dos “bons ventos”, e permitiu rever – como se estivessem AT-26 - Xavantesà nossa vista – fatos e personalidades fantásticas (mitos, muito bem dito por Kauffmann, em se tratando do meu inesquecível ZÉ BIRONGA).

O Boletim trouxe de volta (?) a figura de “Macaco de Cheiro (Carvalho)” que – no matter what – foi um eficiente Of. Operações da minha impecável inesquecível SORBONNE quando – ajudado pelo Aux Ops RUBENS – deslocou a cadeira da Sala de Briefing ocupada pelo Carvalho, ao lado da minha – antes que eu viesse a ficar de “porre” às 8 da matina (chamada diária) com o bafo do “Macaco de Cheiro”...

Não há como deixar de voltar aos tempos do Alto da Balança, do Cocorote, dos T33 e do “tinhoso” F80. Tudo envelopado pelo Paulo Pinto (belo companheiro e profissional) e sua memória de “elefante”...

“Voltei” a Fortaleza com as descrições de PP, embora lá só tenha habitado nos anos 63-68, mas de uma certa forma vivi os “nós de bequilha” do F80, revi o voo de cheque na ala do PEREIRA, a manutenção chefiada pelo zangado CABRAL, o engenheiro enrustido na alma do CARRILHO, o test pilot RUBENS, meu outro Operações JAC BAC (Silveira), o pouco lembrado (e não esquecido) VOLNEY MENA BARRETO, o BARRINHOS e outros...

Emocionou-me, sobremaneira, a menção de Kau dos “Instrutores de 66”, certamente – depois dos nossos Veteranos de Guerra – a MELHOR TROPA que existiu na FAB, com os quais se ensinava a voar, combater, dançar o hully-gully, fazer ximbocas... e cantar o Cancioneiro!

Ao final, revendo PP e Kau, o velho coração do PACAU de TRUNFOS revigorado e com seus cabelos (agora) negros, por ter voltado àqueles tempos, cumprimento-o.

Abraços,

Lauro Ney Menezes – Maj Brig Ar RR
Piloto de Caça – Turma 1948

final de artigo
 
      

 
 XI Costelão do caçador    
 
 Costelão do Caçador

No dia 21 de setembro passado, um domingo no Planalto Central quase tão quente quanto um domingo de verão em Santa Cruz, a ABRA-PC, através de sua Diretoria Regional de Brasília, fez realizar o XI Costelão do Caçador.

Com a presença do nosso Comandante, Caçador Saito e num ambiente extremamente alegre e informal, reuniram-se à beira do lago Paranoá 40 caçadores de todas as gerações, pilotos de todas as aeronaves que a Aviação de Caça voou até hoje.

Visando homenagear nosso eterno líder Nero Moura desafiei os convocados para o evento para que trouxessem um single malt Glenmorangie. O caçador Egito respondeu ao desafio e trouxe 01 ea, sendo, via de consequência, delirantemente aplaudido pela turba.

Costelão do CaçadorO Costelão contou com a presença do Diretor Financeiro da ABRA-PC, Caçador Potengy, que encarou um voo comercial para ter o prazer de brindar e cantar conosco. Obrigado, amigo, sua presença foi e é de suma importância em nossas comemorações.

Como de praxe, chamamos o MBrig Silas para as devidas homenagens àquele que é, desde a decolagem definitiva dos heróis de guerra, nosso guia e conselheiro.

Vários “Senta a Pua!” e “À la chasse” entremearam os avisos seguintes e, seguindo nosso ritual repleto de história, sangue, suor e lágrima, entoamos “Afinal, afinal, afinal” e “Passei um carnaval em Veneza”.

Encerrando, chamei o filho do caçador Kersul, tenente caçador com o mesmo nome de guerra, o qual, por um feliz acaso, usava uma t-shirt com a última estrofe do pó-pó-pó. Usando-o como ajuda de instrução, bradamos “de zero a setenta mil, popopopiriripipó, quem comanda é a Caça, popopopopó”.

O churrasqueiro, por incrível que pareça, não conseguiu estragar a pièce de resistance da reunião. Pelo contrário: a costela estava excelente.

Até o próximo Costelão, projetado para março de 2015.

PS.: Coloquei Costelão do Caçador no Tradukka, de português para “suequês”, e saiu stora revben hunter. É bom ir se acostumando …

  
Alexandre Bukowitz (Buko) – Cel Av Ref

Piloto de Caça – Turma 1968

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Atividades da Diretoria da ABRA-PC
 

A diretoria da ABRA-PC teve a honra de participar, por especial gentileza do comandante da Terceira Força Aérea, dos aniversários do 1º/3ºGAv, em Boa Vista, e do 2º/3ºGAv, em Porto Velho, onde
pudemos testemunhar o elevado nível de profissionalismo e vibração dos jovens pilotos de caça na Amazônia.

Ainda, por gentileza do Comandante Geral de Operações Aéreas, a Associação teve o prazer em observar o desenrolar do exercício CRUZEX Flight 2013, onde a Força Aérea exercitou sua capacidade e competência em organizar e liderar um exercício internacional com a participação de 8 nações estrangeiras. Pudemos verificar, in loco, o salto gigantesco que nossa Força Aérea deu nesses últimos anos, motivo de orgulho e admiração de todos nós.

Finalmente, em dezembro, participamos da formatura dos novos pilotos de caça, em Natal, a primeira que ocorre sem a participação dos nossos veteranos de guerra que, infelizmente, a ação inexorável do tempo nos levou. Foi, entretanto, a primeira onde os “novos veteranos”, pilotos de caça de 1946, participaram e tiveram a oportunidade de dizer para os novos caçadores o que foi receber instrução de caça diretamente daqueles que fizeram a guerra. 

 
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ABRA-PC Notícias nº 01
 

Prezado Caçador,

Estamos remetendo, em anexo a este, uma cópia do primeiro ABRAPC Notícias, publicado em outubro de 1997. Por motivos de força maior não foi possível fazê-lo, como gostaríamos, por ocasião da edição de número 100, publicada em set/out de 2013.

Nosso objetivo, ao reeditar aquela singela publicação junto com nossa edição histórica publicada recentemente em outubro de 2013 é o de, estabelecendo um elo entre o passado e o presente,  celebrar as conquistas alcançadas nesses 18 anos de existência da ABRA-PC e homenagear cada um dos senhores pelo continuado apoio e por tudo que têm feito em prol da nossa Associação.

A la Chasse!!!

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Sorteio para a ida à Feira de Farnborough 2014
 

 Com base nas extrações da Loteria Federal dos dias 02 e 06 de novembro de 2013, os seguintes associados foram sorteados para participarem da Feira Aeronáutica de Farnborough a ser realizada no período de 14 a 20 de julho do próximo ano:

• Efetivo: Brig Márcio Bhering Cardoso (NSI 081);
• 1º Suplente: Maj Brig. Jorge Cruz de Souza e Mello (NSI 062);
• 2º Suplente: Cap Rafhael Efísio da Silva (NSI 700).

Ao Efetivo se juntará o Estagiário Padrão do Curso de Caça de 2013, cuja formatura ocorrerá no dia 12 de dezembro no 2º/5º GAV.
A ABRA-PC deseja uma boa viagem aos associados sorteados. Aproveitem a oportunidade.

 
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Demonstrativo Financeiro Resumido
 
SALDOS EM 30 DE NOVEMBRO DE 2014
 
Conta Corrente (Banco Real) R$ 34.54095 
Fundos ABRA-PC (DI-Supremo) R$ 63.03155 
Sub-total recursos ABRA-PC R$ 97.57250  

FUNDOS ESPECIAIS (*)

Desenvolv. Cult. da Av. de Caça R$ 2.55335 
Prêmio Pacau R$ 64.26789 
Sub-total dos Fundos Especiais R$ 66.82124  

MÉDIAS DE RECEITAS DE 2014

Média anual R$ 12.92528 

 MÉDIAS DE DESPESAS DE 2014

Custeio R$ 7.65561 
Eventuais R$ 97317 

   

(*) A origem desses recursos deve-se à doação de cem mil reais, feita pelo Brig. Magalhães-Motta à Associação Brasileira de Pilotos de Caça.

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Experiências Vividas

Dois Caçadores e um "Paredão"

 

Em 1988, eu e o então Ten Cel Av Juniti Saito, ambos ex-comandantes de Unidades Aéreas de Caça, servíamos em Brasília e pertencíamos, com muito orgulho, ao Quadro de Pilotos de C-95 Bandeirante, do 6º ETA.

Amigos desde 1961, quando ingressei na EPCAR, nos conhecíamos bem e o passar dos anos só colaborou para fortalecer a confiança e o respeito profissional mútuo. Por isso, quando fomos informados que estávamos escalados na mesma missão de apoio logístico para a Base Aérea de Canoas, ficamos felizes pela oportunidade de voarmos juntos e revermos os amigos do Sul.

Nossa decolagem estava prevista para o final da tarde, creio que pouco antes do pôr do sol. Nos encontramos na Seção de Controle de Operações Aéreas Militares – SCOAM –, para análise das condições meteorológicas da rota e do destino, fizemos o Plano de Voo e recebemos a apresentação do nosso Mecânico de Voo e da equipe de apoio que estávamos transportando.

As condições meteorológicas da rota eram boas, mas nas proximidades de Curitiba e de Florianópolis, havia algumas formações mais pesadas que mereciam a nossa atenção e acompanhamento.

Nosso Plano de Voo foi feito para Uberaba, onde reabasteceríamos, e a segunda etapa direto para Canoas, alternando Florianópolis e Santa Maria da Boca do Moraionte.

A equipe de apoio que deveríamos transportar era composta de um Suboficial e cinco Sargentos que, além de suas bagagens pessoais, levavam o material necessário ao cumprimento de sua missão. Como o nosso avião estava configurado como cargueiro, a carga pôde ser acomodada com facilidade, e o “Pau de Carga” pôde ser retirado.

Para aqueles que não conheceram essa aeronave, o “Pau de Carga” era uma espécie de cilindro metálico, com cerca de 2 metros de comprimento que, durante o carregamento, feito pela porta traseira, o mecânico encaixava embaixo da cauda da aeronave, evitando que o excesso de peso da carga pudesse fazer com que a cauda baixasse e se chocasse com o solo.

Por algum motivo não fiquei plenamente satisfeito com a amarração daquele “Pau de Carga”, no interior do avião, mas assim mesmo iniciamos os procedimentos de partida dos motores.

A primeira etapa foi ótima. O Saito estava como 1P e eu de 2P, mas as informações que recebíamos da área de Curitiba e Florianópolis estavam gradualmente piorando.

Em Uberaba, durante o reabastecimento, fizemos mais uma análise da rota e decidimos prosseguir para Canoas, já que as condições de Porto Alegre, Canoas e Santa Maria eram boas.

Decolamos de Uberaba, já noturno, com proa de Curitiba e, ao entrarmos na Terminal São Paulo, começamos a receber informações mais precisas sobre as condições da rota. Não eram boas notícias...

Curitiba havia fechado IFR, Florianópolis operava com restrições, várias aeronaves comerciais,que voavam em níveis mais altos, notificavam presença de forte turbulência e pediam para efetuar desvios de proa a fim de contornarem as formações pesadas.

Prosseguimos em nossa rota, mas logo vimos um enorme “paredão de CB” à nossa frente. A formação se estendia para ambos os lados, até onde podíamos avistar.

Discutimos a situação e decidimos desviar para a esquerda, pois Florianópolis ainda operava, mesmo que com restrições, e se não achássemos uma brecha para passarmos, poderíamos avançar no contorno da formação até o litoral e, em último caso, alternarmos Florianópolis, São Paulo, Santos ou até mesmo Santa Cruz.

Nosso radar de bordo estava funcionando muito bem, e isso nos deixava mais confiantes. Quando passamos o través de Curitiba, o Centro de Controle nos avisou que Florianópolis havia fechado. Pedimos as condições de Porto Alegre e de Canoas, e a informação foi de que estavam operando visual e que o tempo na área estava bom.

A nossa decisão foi de continuar nosso desvio, que agora já era perpendicular com a nossa rota, até o mar. Afinal, todo “paredão” tem que ter um limite lateral.

Passamos o través de Florianópolis e voamos cerca de 150 NM, mar adentro, sem que o “bendito paredão” terminasse. Foi então que olhamos um para o outro e o Saito disse: “Vamos encarar?”

A resposta não poderia ser outra: “Vamos”.

Olhei para a cabine dos passageiros e avisei: Amarrem-se bem, vamos pular bastante e, por favor, não deixem o “Pau de Carga” voar!!!

Escolhemos cuidadosamente, pela imagem do radar de bordo, um ponto “menos pior” para entrarmos no “paredão”, reduzimos a velocidade para a de voo em turbulência forte, desacoplamos o piloto automático, curvamos para a proa de Porto Alegre, e fomos em frente.

Ao entrarmos no “paredão de CB” levamos uma grande “pancada”, que logo nos fez lembrar o motivo pelo qual essas formações receberam essa denominação. A nossa aeronave literalmente saltava como pipoca e sacudia mais do que qualquer passista de escola de samba, os motores pareciam travar uma luta, gemendo para se manterem estáveis.

Passados os primeiros minutos, a situação nos pareceu ser muito mais grave do que havíamos imaginado e eu tive de pedir ao Saito para que me ajudasse com os comandos da aeronave, tamanho era o esforço para mantermos as asas niveladas e a altitude de voo.

Pensamos em regressar, mas com aquela intensidade de turbulência o risco de entrarmos em uma atitude anormal seria grande. Optamos por seguir em frente, pois sabíamos que na área de Porto Alegre o tempo estava bom. A nossa preocupação maior era com a integridade da estrutura do nosso Bandeirante.

Além do granizo que fazia um ruído ensurdecedor ao se chocar com a nossa aeronave, as cargas de “G” positivo e negativo eram de tal ordem, que poderiam ocasionar uma perda de asa a qualquer momento. Comentamos essa preocupação, mas não havia nada a fazer, a não ser torcer para que os engenheiros da EMBRAER tivessem colocado um coeficiente a mais nas especificações de segurança dos C-95 da FAB.

Foram cerca de 35 minutos de turbulência tão forte que tivemos de somar nossos esforços para controlar a aeronave, o Saito e eu tivemos de pilotar a quatro mãos, pois um só não dava conta. Vivemos momentos de um verdadeiro “Inferno”!

Quando chegamos a 60 NM de Porto Alegre, o céu se abriu e a turbulência deu lugar à suavidade natural e prazerosa de um voo noturno. Entramos no “Paraíso”!

Perguntei à Equipe de Apoio, como haviam passado naquela travessia do “paredão” e me responderam: “Foi tranquilo, chefe, o pior foi segurar o “Pau de Carga”...

Durante nossa “batalha” com o CB o “Pau de Carga” havia se soltado e eles tiveram de conter aquele equipamento com as próprias mãos, o que não deve ter sido muito agradável.

Iniciamos a descida, com proa de Canoas, e pousamos tranquilamente.

Após o pouso, o Saito com aquele jeito sábio de achar boas soluções me disse: “Que tal uma cerveja bem gelada, lá no Cassino dos Oficiais,em homenagem aos engenheiros da EMBRAER?” 

 

Silvio Potengy – Cel Av Ref
Piloto de Caça – Turma 1967

 final de artigo 

 


  

 

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