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Mensagem da Diretoria

Grippen NG - A FAB tem um novo avião de caça!

A Associação Brasileira de Pilotos de Caça manifesta a sua alegria pela recente decisão sobre a futura aeronave de caça que irá equipar a Força Aérea Brasileira.

Esse ato, de um significado muito especial para todos nós, Caçadores, encerra um longo processo conduzido com correção e profissionalismo pelo Comando da Aeronáutica, e o fato de ele estar em linha com a indicação feita pela Força só nos enche de orgulho e de satisfação.

No ensejo de um novo avião, vale a pena, entretanto, relembrar as palavras de Adolf Galland: “A Caça, por definição, é uma arma de elite. Confiando a pilotos super selecionados aviões de preço quase incalculável, concebidos por engenheiros de gênio e executados por conscienciosos e esmerados especialistas, criou-se um instrumento de extraordinária eficácia, mas também de extrema delicadeza. Instrumento afiado com navalha, que precisa ser utilizado por mãos ao mesmo tempo firmes e sensíveis. Se usado como faca de açougueiro, não se deve espantar em vê-lo embotado”.

Nobres amigos, nada substitui um piloto aguerrido e bem preparado.

Temos a certeza de que a nova aeronave encontrará equipagens de combate e pessoal de manutenção altamente motivados e qualificados, à altura das expectativas e das necessidades da nação brasileira e das mais caras tradições da Força Aérea Brasileira.

A todos, um sonoro e vibrante

Senta a Pua !

final de artigo

 


 

ENDEREÇO

Praça Marechal Âncora 15-A (Prédio do INCAER)
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(Nos demais horários deixe o seu recado "na eletrônica", ou transmita um fax, pelo telefone 21-2262-4304)  
 

 
 
ZEGA 12
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AGENDA

30 de janeiro Aniversário do Brig. Nero Moura
11 de fevereiro Aniversário do 3º/3º GAv
24 de março Aniversário do 1º/14º GAv 
31 de março Aniversário do COMGAR

 

Às Unidades aniversariantes os votos de ventos sempre favoráveis na realização de todas as missões.

Senta a Pua !final de artigo

 


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Mensagem eletrônica recebida 1

Mudar ou Lapidar?   TB Juniti Saito - Comandante da Aeronáutica

Brilhante não é uma pedra. É um estilo de lapidação criado há mais de trezentos anos e usado em várias gemas. Como o estilo é utilizado, principalmente, na lapidação do diamante, o termo é usado impropriamente, mas com frequência, como sinônimo de diamante.

Assim, como toda pedra que requer um bom artífice para deixá-la cada vez mais reluzente, a Força Aérea Brasileira vai percorrendo a sua vida, agregando as experiências do passado, adequando-se aos cenários vivenciados, de maneira a estar cada vez mais radiante no futuro.

Hoje, 20 de janeiro de 2014, a Força Aérea Brasileira completa 73 anos de criação. Em apenas dois anos vamos comemorar a marca de 75 anos de existência: “Bodas de Brilhante”. Talvez, para seres humanos, 73 ou 75 anos sejam muito tempo. Todavia, para uma Instituição do Estado, ainda é pouco.

É um período de tempo suficiente para podermos falar de heroísmo, tradições, legado e história. Mas, antes de lembrarmos tudo o que foi feito até hoje, devemos sempre nos recordar de como foi o nascimento da Força Aérea Brasileira: durante a Guerra. Esta Instituição tem no seu nascedouro a marca de “cumprir a missão”. Personalidades como Eduardo Gomes e Nero Moura precisaram quebrar paradigmas, romper tradições e superar desconfianças para atingirem o único propósito que perseguiam: “cumprir a missão”. Em nome desse simples ideal - transformar um conflito em vitória - esses homens ajudaram não apenas a estruturar a Força Aérea Brasileira, mas a criá-la. Naquele tempo, nosso desafio era triplo. Precisávamos defender nosso litoral da ameaça dos submarinos hostis, estruturar o então Ministério da Aeronautica e, numa prova de que a Força existia para valer, organizar um contingente para treinar, se aperfeiçoar e lutar como um esquadrão de combate na Itália.

É incrível, passados quase 75 anos, pensar em como uma instituição ainda no seu nascedouro conseguiu ser tão bem sucedida com tantos desafios em tão pouco tempo!

F-5MNo pós-guerra, a Força Aérea Brasileira já era outra. Nossas diversas aviações haviam atingido sua plena operacionalidade e era o momento de avaliar quais seriam as missões a cumprir em tempo de paz. Uma mudança de caráter tão somente nominativo, contudo, merece ser lembrada: foi em 1947 que o então Ministro Armando Figueira Trompowsky de Almeida aprovou uma política de reorganização das nomenclaturas das unidades da FAB. Podemos imaginar, hoje, quão forte era o espírito de mudança daquela época!

Praça de 1906, O Ministro Trompowsky, cujo nome batiza o campo de aviação onde está a Base Aérea do Galeão, foi formado na gloriosa Marinha do Brasil, tornando-se um homem do azul da Aeronáutica. A mudança foi desde a sua farda até a maneira como deveria encarar o papel da Força que comandava. Sorte da FAB, ao nascer, receber não só aeronaves e bases, mas também homens como o Marechal Trompowsky.

Como Ministro da Aeronáutica, ele percebeu que era o momento de repensar como a FAB ocuparia o território brasileiro. Uma das principais mudanças seria a designação das unidades. O Brasil foi dividido em grupos de aviação de acordo com o critério geográfico.

Foi assim que, em março de 1947, o 1° Grupo de Aviação de Caça foi designado 1°/9° Grupo de Aviação, uma decisão que parecia lógica, mas que gerou tantas inquietações que foi revertida em 1949 após tamanha insatisfação.

Se tal desistência de reorganização trouxe um legado, certamente foi a “salada de frutas” do que é a designação das unidades da FAB. Curioso o caso da aviação de asas rotativas, que tem o seu 7°/8° GAv sem a existência do 4° ou do 6° Esquadrão do 8° Grupo de Aviação. Já o 10º Grupo, com seu 1º e 3º Esquadrões componentes da nossa aviação de caça, tem o seu 2º Esquadrão especializado em busca e salvamento.

É, em nome da tradição, que nossas unidades são designadas com uma lógica que só se faz ser vista com uma boa consulta na história. Como se a afetividade fosse maior que a vida real, vamos, assim, nos emaranhando em uma série de pensamentos voltados para o passado. Como seria se homens como Trompowsky, Eduardo Gomes e Nero Moura tivessem se prendido às tradições e costumes ao invés de terem foco nos desafios que enfrentavam?

Dando um salto na história para a década de 70, temos outro caso notório de inovação que devemos seguir. A chegada dos então Mirage III, à época os caças mais modernos da FAB, não atendeu aos anseios de reequipamento de unidades de caça tradicionais. Alinhou-se, sim, ao pensamento bem desenvolvido de quem imaginou que essas aeronaves deveriam defender o Brasil a partir de outra Base e com uma nova doutrina de emprego.

Assim como a velocidade proporcionada pelas hélices e pelas turbinas a jato, a FAB também encara uma realidade em rápida mutação. Aquilo que era imprescindível há poucos anos pode, muito em breve, ser dispensável. Aquilo inimaginável pode ser prioritário em pouquíssimo tempo. Mas esse dinamismo, essa aceitação de mudança que marcou o início da gloriosa história da Força Aérea Brasileira, parece ter arrefecido com o decorrer dos anos. Não temos dúvidas que somos, com muito orgulho, filhos da Marinha e do Exército brasileiros. Mas, com serenidade e respeito aos nossos pais, temos que buscar as nossas próprias características, evitando nos tornarmos aquele jovem que às vezes insiste em evitar encarar os desafios da vida, continuando “na casa dos pais”.

Ao analisar a localização de nossas unidades, constatamos que nos vemos presos a uma estratégia elaborada na época da Segunda Guerra Mundial. Das dezoito Bases Aéreas hoje ativas, apenas cinco não remontam ao período da criação da Força Aérea Brasileira ou mesmo anteriormente. Brasília, Anápolis, Manaus, Boa Vista e Porto Velho foram frutos de uma política que vê o Brasil como algo bem maior do que o seu litoral, que enxerga a Amazônia como uma riqueza a ser explorada, um torrão estratégico a ser defendido.

Abrir novas frentes, obviamente, significa redimensionar a Força de acordo com as suas necessidades. Há o exemplar caso do 1°/5° Grupo de Aviação, que acaba de sair da Base Aérea de Fortaleza, “regressando” para a Base Aérea de Natal. É fato que deixar a bela capital alencarina é uma pena para todos os envolvidos, mas quando analisamos claramente o sentido da mudança percebemos como ela foi importante!

Fortaleza já não é mais a pequena vila onde a Base foi instalada nem a cidade tranquila onde gerações de pilotos de caça foram forjadas. Com um aeroporto internacional movimentado, Fortaleza passou a não ser uma localidade indicada para determinadas fases do curso de formação de pilotos da aviação de transporte: em determinado período era necessário deslocar para outras cidades, como Parnaíba (PI), para garantir a segurança necessária às operações. A-1M

O custo envolvido em uma simples operação dessa não é pequeno - sobretudo quando pensamos que estamos falando de uma unidade aérea com dezenas de estagiários por ano!

Além disso, eles também precisam realizar o curso de Tática Aérea em Natal, durante longos três meses, o que agrega ainda mais custos na formação desses aspirantes e jovens tenentes.

Foi nesse cenário que Natal, distante menos de 600 km e com as mesmas vantagens climáticas, apresentou-se como a localidade ideal para voltar a sediar aquela unidade. Com uma infraestrutura ampla, a Base Aérea de Natal brevemente ficará com o total uso das três pistas de pouso daquele campo de aviação, quando o novo aeroporto internacional da capital potiguar for inaugurado.

Retirar o Esquadrão Rumba da Base Aérea de Fortaleza (BAFZ) para Natal foi interpretado por vezes como uma grande lástima, pelos mais diversos motivos, muitos desprovidos de informações precisas. Contudo, quando analisamos claramente os fatores envolvidos, vemos que esta foi uma decisão não apenas lógica, mas tão necessária que até lamentamos não ter sido tomada anteriormente.

O Rumba já ocupa o prédio onde até 2010 estava sediado o Esquadrão Pacau, anteriormente baseado em Fortaleza e agora responsável pela defesa do espaço aéreo na região Norte a partir da Base Aérea de Manaus. Ao lado da ida do Esquadrão Poti para Porto Velho, saído do Recife, esse é um caso que merece nossa atenção.

É fato que o Pacau possuía suas tradições, sua história e sua simpatia pelas cidades de Fortaleza e de Natal. Por mais que haja inevitáveis comentários sobre as condições de operação no Norte - uma natural adaptação à mudança - é difícil encontrar alguém que não concorde que se tratou de uma alteração benéfica para a FAB. Foram necessários quase 70 anos de história para termos um único esquadrão de jatos na Amazônia! Já era hora!

Surpreende, contudo, a reação. A mudança do Rumba para Natal movimentou pouco mais de cem militares de um efetivo de mais de mil que ainda atuam na BAFZ, onde permanece a manutenção dos Bandeirantes. Mas a simples menção à mudança gerou denúncias à imprensa, aos políticos, à entidades de classe. O discurso pessimista, que esconde os fatos e mostra apenas um cenário falsamente terrível, mancha a imagem da instituição sem se basear em nada concreto. Agora vemos, com surpresa, artigos que anunciam o fechamento de bases aéreas para supostamente fazer economia em nome do projeto F-X2.

Um pequeno conhecimento de administração pública revela como existem rubricas específicas e que a FAB não tem como “guardar” dinheiro de 2014 para gastar em outro ano. Créditos destinados à vida vegetativa de organizações não “conversam” com o pagamento de nossos maiores projetos, em fase de aquisição. É a pura e simples manipulação das informações baseadas em fontes que se apresentam como pessoas qualificadas, mas só buscam ampliar a desinformação. Não devemos aceitar algo que “ainda não foi” e que já está atrapalhando o que “ainda pode ser”.

Se em 1947 as mudanças de designação trouxeram resistências, as trocas de unidades, de sedes e de visão trazem muito mais. É também o caso da transferência das aeronaves do 1° GTT dos Afonsos para o Galeão. A despeito das reconhecidas vantagens em se concentrar a frota, em todos os seus aspectos logísticos, operacionais e financeiros, há um entendimento de que a tradição deve estar acima da eficiência da Força. Chega a ser estranho, em nome da tradição, sugerir que nossas maiores aeronaves de transporte operem abaixo da sua capacidade máxima, unicamente, para permanecerem em nosso respeitado sítio histórico. Ao falarmos da aviação de transporte, não podemos deixar de tratar da quase presente aeronave KC-390. O grande diferencial está na sua capacidade. Uma aeronave a jato que haverá de transportar a mesma tonelagem de nossos atuais C-130, com quase o dobro da velocidade.

Isso é transformador, além de ser um rótulo de economia. Não bastasse a troca de quatro motores por dois, com um expressivo ganho de velocidade e de alcance, a aeronave precisará de menor apoio de solo. Preparando a chegada das aeronaves, em futuro bastante próximo, não poderíamos manter, logicamente, dois esquadrões na mesma cidade, separados por não mais do que 10 milhas.

O lendário Campo dos Afonsos, certamente terá para sempre o seu papel na história da Força Aérea Brasileira. É por isso que sua pista acaba de ser recuperada. É por isso que inúmeras unidades estão ali sediadas, como a nossa UNIFA. É por isso que a maior vitrine histórica da FAB – o MUSAL – está ali.

A história nunca ficará esquecida. Mais que simplesmente vivê-la, cabe à Força Aérea Brasileira ter o mesmo sentimento dos seus pioneiros e não ter medo em mudar para cumprir a sua destinada missão da melhor forma possível. Mais mudanças devem – e precisam – ocorrer.

Meus prezados comandados:
Em virtude do trabalho que foi e que está sendo executado, temos muito que comemorar. Em dezembro, o anúncio do Gripen NG como nova aeronave de caça da FAB representou um marco para a instituição. Muito em breve, poderemos ter o orgulho de nossa defesa aérea estar a cargo de uma das aeronaves mais modernas do mundo. O seu desenvolvimento, baseado nas versões de sucesso que a antecedem, é uma virtude que se transforma em solução para um país que, mais do que adquirir, quer capacitar-se. Mas não é só: nossas Bases Aéreas já possuem inúmeras aeronaves novas ou modernizadas, como P-3M, A-1M, C-105, H-36 e AH-2, entre outras.

Mais que uma renovação operacional, temos um imenso orgulho de ver que cada um desses projetos foi pensado de forma a proporcionar uma participação ativa no seu desenvolvimento e produção. Contamos nos dedos a quantidade de países onde seu povo pode bater a mão no peito e se orgulhar de ali mesmo conseguir ter domínio tecnológico sobre as aeronaves que garantem a sua defesa.

Todas as nossas aviações estão em pleno processo de renovação. O futuro já está presente nas nossas Bases Aéreas e se tornará ainda mais marcante quando concretizarmos outros projetos, como o KC-390, o míssil A-Darter, o datalink nacional e, claro, o Gripen NG.

M-2000Podemos ter a certeza de que chegaremos bem à marca dos 75 anos de Força Aérea Brasileira. É um momento de avaliar o que conseguimos, o que passou e o que pode ser diferente. Antes de mudar qualquer aspecto na Força Aérea, ou seguir em uma nova direção, estamos ratificando o conhecimento sobre os nossos pontos fortes, para aproveitá-los ao máximo. Mas também precisamos ter plena consciência de nossos pontos limitantes e ajustá-los.

Para termos esta nova Força Aérea, nossa preocupação não é mais a de ocupar espaços físicos, ter grande quantidade de organizações espalhadas pelo território nacional e efetivo numeroso com os seus decorrentes custos. Tudo isso é corroborado pela atual ampliação das características de mobilidade e de flexibilidade da Força Aérea.

Fazemos, desde alguns comandos e há vários anos, a supressão daquelas ações que podem ser executadas por outros segmentos da sociedade, e que deixam de figurar em nosso extenso rol de responsabilidades.

Parte considerável da multiplicidade dos trabalhos de manutenção, por exemplo, já é suprida pelo parque industrial brasileiro, reduzindo custos com pessoal e infraestrutura, como ocorre em várias nações do mundo. É assim que se melhora a gestão dos processos, a produtividade das equipes administrativas e logísticas.

Para essa renovação contínua é necessário que confiemos na capacidade dos atuais responsáveis pelos destinos da Força.

Em respeito à nossa história e honrando os seus pioneiros, devemos não manter a FAB exatamente como eles deixaram. Um verdadeiro legado não se faz com paredes ou pedras e, sim, com pensamentos e ideais. Devemos buscar uma Força Aérea moderna, uma Força Aérea que corresponda àquilo que os brasileiros almejam; uma Força Aérea que faça parte do seleto grupo das forças aéreas mais operacionais e profissionais do mundo.

Rumamos para as “Bodas de Brilhante” da Força Aérea Brasileira. O nosso “diamante” deve continuar sendo lapidado.

Brasília, 20 de janeiro de 2014
73º ano de criação da Aeronáutica Brasileira

Ten Brig do Ar Juniti Saito
Comandante da Aeronáutica

final de artigo     

 


 
 Mensagem eletrônica recebida 2
 
De: Tacarijú Thomé de Paula Filho <O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. >
Para: Forum de Pilotos de Caça
Enviada: 31 de Dezembro de 2013 13:05
Assunto: Emoção
 
A Amigos,

Realmente, não sei o que se passou comigo. Ao ler sobre o último voo do Mirage 2000, caça que nunca vi de perto, senti como se tivesse perdido alguém da família. Piloto de caça em ação!Fiquei triste e as lágrimas estiveram onde de há muito não compareciam.

Quando voei o Mirage III, meu filho nasceu por lá, em Anápolis. Foi como se os herdeiros daquele tempo tivessem ido e faltasse pouco para mim e minhas saudades.
Estou aqui, em Teresópolis, me deliciando com os netos e a piscina, pensando no tempo em que fantasiava ser alguém importante para nossa gente. Tempo em que tinha alguns amigos como o TF-33, o Xavante, o F-5 e o Mirage III. Coisa de 40 anos lá atrás. Muitos amigos caçadores estiveram comigo naquele tempo.

Dei uma olhada numas fotos minhas no T-6 e no T-21 como Cadete, pensei naqueles pilotos que me ensinaram a voar e o tempo passou rápido pelo pensamento. Vi fotos minhas na EMBRAER ao lado do Xavante, ainda italiano, já com o escudo da FAB; fotos minhas no 425th USAF no F-5 e sonhei com aquele tempo; vi a foto do Mirage III e me lembrei de muita gente muito amiga que, além de estar por lá comigo, foram meus instrutores na caça.

Chorei mais uma vez de saudade. Obrigado aos meus amigos que me ensinaram a voar, que me ensinaram a ser combatente. Defender nossa gente é tudo que podemos sonhar em nossa vida de Guerreiro.

Obrigado por tudo! Espero ter passado para os novos daquele tempo um pouco do que aprendi dos mais velhos de hoje.

Que o novo caça em gestação deixe saudades nos Guerreiros de hoje e esperança nos de ontem.

Um enorme e feliz 2014 a todos com os quais convivi “em nacele”.

Tacarijú
Piloto de Caça de 1967
 final de artigo
 
  

 

Mensagem eletrônica recebida 3   

 

De: Alberto de Paiva Cortes <O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. >
Para: Tacarijú
Enviadas: 2 de Janeiro de 2014 12:37
Assunto: Emoção Prezado Liru,

Estive no último dia vinte do ano em Anápolis, para a passagem de Cmdo do nosso GDA.

Acho que senti a mesma coisa que você sentiu, mais pelo Grupo e, é claro, o avião como símbolo.

É a segunda vez que um Major assume o Comando da Unidade. Seria um Comando “tampão”. O Brevigliere assumiu porque teria, apenas, um ano de Mirage 2000. O Marques assume porque não tem avião no GDA. Por quanto tempo ficará no Comando? Com certeza sairá antes do novo avião chegar.

Como ficarão esses dois excelentes oficiais? Eu os conheço razoavelmente bem. Mas, quem mais os conhece ou, daqui a alguns anos os conhecerá?

De papo com o Buko, chegamos à conclusão que não ia muita gente de Brasília para essa passagem de comando, mas, com a negociação do Gripen, e a reunião, de véspera, na casa M-2000 decolando... do nosso Comandante Saito, o avião que saiu vazio do Rio, teve que passar por Brasília e encher de Oficiais Generais que sobraram da aeronave prevista.

Mas mesmo assim, se você notar nas fotos que tirei do evento, só o palanque estava cheio, muito pouca representação da nossa Caça e muito menos dos locais.

Como o tempo raramente ajuda nessa época do ano, não houve passagem de comando em voo, mas eu senti que poderia haver. Acho que, desta vez, o tempo foi amigo e contribuiu com a baixa disponibilidade.

Chegou uma hora que senti um vazio dentro de mim, veio aquele nó na garganta, olhei para um lado, olhei para o outro e a lágrima rolou.

Durante o táxi para o regresso, observei um Mirage 2000 taxiando para decolar. Esta foi a última vez que vi um Mirage voar.

E a lágrima, novamente, rolou.

A La Chasse !!!


Bidon - Alberto de Paiva Cortes
Piloto de Caça de 1970

final de artigo

 


 

Atividades da Diretoria da ABRA-PC


a- Aniversário do Primeiro Grupo de Aviação de Caça

Aniversário do 1º GpAvCa: homenagem aos ex-comandantes

A Associação participou da cerimônia anual de aniversário do Primeiro Grupo de Aviação de Caça, esse ano comemorado no dia 23 de dezembro com a presença do Ministro da Defesa e do Comandante da Força Aérea, onde foi também comemorada a decisão do Projeto FX-2.

 

b- Solenidade de conclusão do Estágio de Especialização Operacional 2013

Novos Pilotos de Caça !!!

Nos dias 11 e 12 de dezembro p.p., por especial gentileza do Comandante-Geral de Operações Aéreas, a Associação Brasileira de Pilotos de Caça participou da cerimônia de conclusão do Estágio de Especialização Operacional 2013, na Base Aérea de Natal, que formou 124 pilotos para as aviações de Caça, Asas Rotativas, Transporte e Patrulha. Trinta pilotos concluíram o curso de Caça e, dentre esses, uma oficial.

A comitiva da ABRA-PC estava constituída dos seguintes oficiais: TB Rosa Filho, MB Archimedes, MB Manoel Carlos, Brig Quírico, Cel Pereira, Cel Ribeiro, Cel Blower, Cel Villaça, Cel Bukowitz, Cel Silva Júnior e Cel Fontenelle. Além dos membros citados, cumpre assinalar as presenças dos MB Silas, Brig Marion e Cel Janvrot – integrantes da primeira turma de pilotos de caça, formada no Brasil pelos veteranos do 1º Grupo de Caça, em 1946.

Dentre as atividades previstas, foi realizado um painel com os três veteranos, ocasião em que eles puderam interagir com os novos pilotos de caça e transmitir o que foi a epopeia do 1º Estágio de Seleção de Pilotos de Caça (1º ESPC), bem como as experiências e ensinamentos que adquiriram ao longo da carreira.

Pela primeira vez os veteranos de guerra não estiveram presentes na cerimônia de iniciação dos novos Pilotos de Caça... mas os “novos veteranos” lá estavam!

É a história sendo contada pelas gerações seguintes; é o bastão sendo assumido pelas novas gerações de caçadores; é a eternização da saga dos pilotos de caça da Força Aérea Brasileira.

Senta a Pua !
final de artigo

 



Esquadrão Flecha realiza voo em homenagem a veterano

No dia 12 de dezembro de 2013, o esquadrão Flecha teve a oportunidade de realizar um voo especial. A mais jovem unidade de Caça da FABTen Roberta Neiva no A-29 realizou um voo de combate com a 2ª Ten Roberta Neiva, neta do Brigadeiro Newton Neiva de Figueiredo, veterano que voou nos céus da Itália pelo 1º Grupo de Caça na 2ª Guerra Mundial.

A Ten Neiva é atualmente médica do Esquadrão de Saúde da Base Aérea de Campo Grande, onde o 3º/3º GAV está sediado. Esta coincidência deu a oportunidade de se homenagear um dos veteranos que iniciaram a Aviação de Caça no Brasil, voando em uma unidade que carrega as tradições e ensinamentos de nossos heróis. A neta de nosso glorioso veterano sentiu-se muito emocionada com a homenagem, vendo que os atos heroicos de seu avô são até hoje reconhecidos pelos jovens pilotos de caça.

Em uma missão de ataque ao solo, a médica pôde sentir a emoção de voar em uma aeronave de combate, fazendo com que vivesse um pouco do que o grande herói de 86 missões de guerra viveu.

Ao Brigadeiro Neiva, um Adelphi!

Senta a Pua  ! Brasil!!!

final de artigo


 
Demonstrativo Financeiro Resumido
 
SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013
 
Conta Corrente (Banco Real) R$ 8048 
Fundos ABRA-PC (DI-Supremo) R$ 33.52090 
Sub-total recursos ABRA-PC R$ 33.60138  

FUNDOS ESPECIAIS (*)

Desenvolv. Cult. da Av. de Caça R$ 2.39473 
Prêmio Pacau R$ 59.92797 
Sub-total dos Fundos Especiais R$ 62.32270  

MÉDIAS DE RECEITAS

Média anual R$ 11.05830  

 MÉDIAS DE DESPESAS

Custeio R$ 7.46372  
Eventuais

R$ 3.97812  

   

(*) A origem desses recursos deve-se à doação de cem mil reais, feita pelo Brig. Magalhães-Motta à Associação Brasileira de Pilotos de Caça.

final de artigo    

 


 

 

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