Esquadrão Joker - 11k

Esquadrão Flecha - 6k

  

ABRA-PC NOTÍCIAS

(Número 99 - Ano XVII - jul/ago de 2013)

 

MENSAGEM DA DIRETORIA

Nobres amigos, prezados caçadores.

Dia 10 de agosto completamos mais um ano de existência, nosso 18º aniversário. Ao longo de todo esse tempo buscamos incessantemente cumprir os objetivos para os quais a Associação foi criada, qual seja, estreitar os laços de união e solidariedade entre os Pilotos de Caça da Força Aérea Brasileira, em especial os da reserva e reformados, e entre esses e os demais formados em outras Forças Armadas, nacionais ou estrangeiras, buscando estimular e preservar as tradições e o espírito de corpo, bem como promover a interação entre os associados e a Força Aérea Brasileira. Ao longo de todo esse tempo buscamos consolidar a imagem de representantes de toda a comunidade de caça brasileira, e não apenas dos pilotos de caça do Rio de Janeiro. É assim que nos vemos e é assim que devemos ser. Se por acaso este não é o sentimento generalizado entre nossos associados, uma correção de rota é necessária, para a qual encarecemos a participação de todos.Brig. Nero Moura

Como falado na Mensagem da Diretoria do último boletim, este ano teremos eleição para uma nova Diretoria da ABRA-PC, e a atual diretoria incentiva a composição de novas chapas para concorrer à presidência, cônscia de que a alternância de poder é a melhor maneira de aperfeiçoamento das instituições.

Participe, traga sangue novo para oxigenar nossa Associação. As futuras gerações de pilotos de caça certamente haverão de agradecer.

 

Senta a Pua!


ENDEREÇO

Praça Marechal Âncora 15-A (Prédio do INCAER)
Castelo - Rio de Janeiro - RJ
CEP 20021-200
Tel (21) 8182-6924 (Celular do Secretário Mesquita)
E-mail:
popopo#abra-pc.com.br

(Nota do gerente do Sítio: não colocamos o símbolo "arroba" para evitar que "robôs eletrônicos" descubram o endereço para enviar "spams")
Nosso expediente de secretaria é nas segundas e quartas-feiras das 9:00h às 12:00h.


ZEGA 09
  

   Onde estão os FX... 


  AGENDA

 

07 de agosto Aniversário da Base Aérea de Natal
10 de agosto Aniversário da ABRA-PC
16 de agosto Aniversário do 1º/4º GAv
16 e 17 de agosto Bródio dos Jaguares
21 de agosto Aniversário da Base Aérea de canoas e de Campo Grande
28 de setembro Aniversário do 1º/3º GAv e do 2º/3º GAv
05 de outubro Picadinho “Jesus está chamando” na sede da Barra
15 de outubro Aniversário da Base Aérea de Santa Maria
24 de outubro Aniversário da Base Aérea de Santa Cruz
30 de outubro Aniversário da Base Aérea de Boa Vista
31 de outubro Aniversário da Base Aérea de Porto Velho

  

Às unidades aniversariantes os votos de ventos sempre favoráveis na realização de todas as missões. Às Bases Aéreas votos de sucesso continuado e nossos agradecimentos pelo inestimável apoio às unidades de caça sediadas. E ao 1º GDA nossos cumprimentos pela realização de mais um tradicional Bródio.

Senta a Pua !final de artigo

 


 PAPO-RÁDIO

Mensagem Eletrônica Recebida  

Considerando o cheque-rádio solicitado com os nossos associados no último boletim periódico, recebemos de um nobre caçador a mensagem que se segue, a quem agradecemos sobremaneira a sincera contribuição:

“Uma crítica a nossa página (na internet). Existe um exagero de fatos ocorridos no 1º GAC (1974/1975/1976/1979) descritos nas datas históricas em relação aos outros Esquadrões. Com certeza as outras UAE de Caça tiveram a sua maneira feitos realizados e não comentados.”

“Inclusive está faltando a ida do PACAU para BAMN.”

Este sentimento que tenho certeza não ser só meu (ABRA-PC é mais para o pessoal do vale do pó do que para os demais) pode ser confirmado em todos os momentos, artigos, festas e boletins periódicos, onde a maioria absoluta das narrativas são feitas por elementos do 1º GAC ou versam sobre assuntos do 1º GAC.”

“Desculpe a crítica, estou tentando ajudar. Sei que não é fácil, pois pouca gente coopera e o pessoal do Rio é mais próximo e cooperativo do que os novos de outros Esquadrões (ou será que eles querem se afastar porque não são valorizados???)”.

Nota da Diretoria

A esse respeito vale a pena dizer umas palavras aos nossos associados.

1 - Incluir um link “Datas Históricas” na nossa homepage foi uma sugestão dada pelo Cel Duncan, com o objetivo de a Aviação de Caça ter um repositório comum de fatos históricos de todas as unidades, centralizadas num único ponto. Na ocasião, fizemos um levantamento inicial entre o pessoal conhecido e mais antigo, e a facilidade de fazê-lo aqui nas Unidades do Rio é evidente, decidindo por publicá-lo, embora incompleto, na esperança de que, ato contínuo, passaríamos a ser realimentados com os dados dos demais esquadrões. Pela crítica recebida é certo que faltou comunicação da nossa parte solicitando aos esquadrões que nos remetessem os dados históricos que julgassem pertinentes para serem incluídos. Assim sendo, fica aqui registrada nossa solicitação. Apenas enfatizando, o objetivo é que a aviação de caça tenha na Associação um repositório comum de fatos históricos de todas as unidades.

2 - Quanto ao fato de os “boletins periódicos apresentarem a maioria absoluta das narrativas feitas por elementos do 1º GAC ou versando sobre assuntos do 1º GAC”, por “serem mais próximos e cooperativos” ou porque “os novos dos demais Esquadrões querem se afastar porque não são valorizados”... essa é uma equação que temos tentado resolver e que até agora não tivemos sucesso em encontrar a solução. Já solicitamos inúmeras vezes, pessoalmente ou não, a que outros caçadores nos escrevam suas histórias; já contatamos diretamente comandantes de unidades para que incentivassem seus pilotos a nos remeterem histórias, relatos de missões, etc. Tenho certeza de que o pessoal da reserva mais antigo desconhece completamente como se faz uma missão de defesa aérea, noturna, utilizando FLIR, data-link, NVG etc. A maioria nem sabe que elas são feitas! Aquela missão de destruição de uma pista clandestina na Amazônia, onde um bravo tenente, piloto de A-29, “bingou” o meio da pista, cuja foto saiu em todos os principais jornais do País! A epopeia da implantação do F-5EM em Manaus... será que não há nada disso que possa ser transmitido aos demais caçadores, principalmente aqueles da reserva? Isso para não falar das brincadeiras, gozações, etc. No boletim nº 96, JAN/FEV 2013, um dos itens do Papo-rádio – Histórias Não Contadas Da Caça – é exatamente um repto às novas gerações para nos remeterem suas contribuições; fica aqui, mais uma vez nossa solicitação. Não vamos desistir! Continuamos na escuta!

3 - Finalmente, a Diretoria reconhece que há um sentimento generalizado de que a ABRA-PC é para o pessoal do Rio de Janeiro, destinada para o pessoal do 1º Grupo de Aviação de Caça, etc. Temos batalhado para mudar esse sentimento, buscando participar de eventos em outras unidades e tentando, de alguma forma, dar ênfase às histórias dos demais esquadrões. Estamos reformulando nossa homepage, que o Cel Duncan com muita dedicação e esforço estruturou. Temos certeza de que, brevemente, ela estará muito mais agradável e interessante de ser acessada, no nível do que se espera de uma HP de Associação Brasileira de Pilotos de Caça. Entretanto, ela somente será agradável de ser visitada na medida em que tenha novidades para publicar. E para que isso seja verdade precisamos da cooperação de todos. Vale lembrar que a última contribuição de matéria para ser publicada data de alguns meses atrás, coincidentemente de uma unidade do Rio de Janeiro. Apesar disso, esperamos que com a nova roupagem nossa HP, mas não apenas ela, incentive a participação de mais unidades e mais caçadores no enriquecimento da nossa história.

4 - Por fim, fica registrado o nosso sincero agradecimento ao associado que nos enviou sua crítica.

final de artigo

  

 


 Reunião de Diretoria no Museu Aeroespacial  

A diretoria da ABRA-PC realizou sua última reunião de diretoria no Museu Aeroespacial, por especial deferência de seu diretor, Brig Márcio Bhering Cardoso, piloto de caça da turma de 1965.

Na ocasião tivemos a oportunidade de usufruir a imensa hospitalidade do nosso anfitrião e, também, do comandante da UNIFA, Maj Brig Pinto Machado. Tivemos, também, a oportunidade de ver in loco como está bem organizado nosso Museu. Agradecemos o Brig Bhering e ao Maj Brig Pinto Machado a hospitalidade recebida e incentivamos nossos associados que porventura estejam no Rio de Janeiro a fazerem uma visita. A sala temática “A FAB na Guerra”, que de alguma forma conta um pouco dos primórdios da nossa história, está muito bem organizada assim como várias outras.

 Vale a pena a visita!

final de artigo 

  


 

Brig. Zavaroni e esposaTB Machado   
  Promoção de Pilotos de Caça no Generalato  

  

No último dia 31 de julho de 2013 foram promovidos dentro do generalato os seguintes pilotos de caça, associados da ABRA-PC:

Ao posto de Tenente Brigadeiro: O Major Brigadeiro Gerson Nogueira Machado de Oliveira, que assumiu a direção do DCTA;Ao posto de Brigadeiro: O Coronel Aviador Adalberto Zavaroni, que assumiu a chefia da 4ª Subchefia da Aeronáutica.

Aos oficiais promovidos e respectivas famílias os mais efusivos cumprimentos da Associação Brasileira de Pilotos de Caça. Como sempre dizemos nessas horas, que os sonhos de tenente, amadurecidos pela experiência e pela vivência, possam se tornar realidade!

Senta a Puafinal de artigo

 


Assembleia Geral Ordinária  

Convidamos nossos associados a participarem da nossa Assembleia Ordinária, a ser realizada no dia 05 de outubro próximo, no Clube de Aeronáutica, juntamente com o tradicional “Picadinho Jesus Está Chamando”, com vistas a participar da eleição de uma nova diretoria e de membros dos Conselhos Consultivo e Deliberativo para o biênio 2013/ 2014.

As regras para o evento estão no Capítulo V, Seção III, Artigo 20º e no Capítulo X, Artigo 35º, que poderão ser conhecidas por meio do nosso site www.abra-pc.com.br.

Assembleia Geral Ordinária de 05 de outubro 2013
Eleição da Diretoria e Conselhos


CHAPA ÚNICA

PRESIDENTE: Brig Teomar Fonseca Quírico

VICE-PRESIDENTE:

Maj Brig Álvaro Luiz Pinheiro da Costa

 DIRETORES:

  • Cel Sílvio Potengy

  • Ten Cel Gilberto Pedrosa Schittini

  • Cel Alberto de Paiva Cortes

  • Cel Luiz Felipe de Mattos Saback

 CONSELHO DELIBERATIVO:

  • Ten Brig Marco Aurélio Gonçalves Mendes

  • Brig Américo Soares Filho

  • Cel Odilon Holmitives Pereira

  • Cel Ájax Augusto Mendes Correa

  • Cel Reinaldo Peixe Lima

 CONSELHO FISCAL:

  • Maj Brig Paulo Hortênsio Albuquerque e Silva

  • Maj Brig Jorge Cruz de Sousa e Mello

  •  Cel Sérgio Ribeiro

Brig Teomar Fonseca Quírico

Cel Luiz F. de Mattos Saback

Presidente

Secretário

final de artigo
 
  

Falecimento do Maj Brig Rui Moreira Lima MB Rui Moreira Lima

Faleceu no último dia 20 de agosto nosso querido Brig Moreira Lima.

É mais um a nos deixar, a nos deixar mais pobres, assim como nossa Força Aérea e nosso País.

É o penúltimo a nos deixar – ainda temos a ventura de podermos privar, embora com imensas dificuldades, da presença do Maj Brig Miranda Correa, oficial de inteligência na guerra, com 6 missões de combate voadas, e, por que não, do então Maj John Buyers, oficial americano, nascido no Brasil, em Juiz de Fora, e ligação entre a 12ª Força Aérea e nosso 1º Grupo de Aviação de Caça. 

O Brig Moreira Lima nos deixou, mas não morreu entre nós. Heróis não morrem, mitos não morrem, e ele, à semelhança de todos os demais veteranos da guerra haverão de se perpetuar em todos nós. A chama do profissionalismo, da doutrina, do amor à Pátria que eles nos legaram haverá de ser passada geração após geração, de forma contínua e sem solução de continuidade. Esse foi o compromisso DELES com o então comandante, nosso patrono, Brigadeiro Nero Moura... e esse será o NOSSO compromisso para com todos eles!



Senta a Pua! Brasilfinal de artigo
 
 
 

XXXVII Bródio dos Jaguares  

Foi realizado nos dias 16 e 17 de agosto, em Anápolis, mais um evento do Bródio dos Jaguares.

CMTAER- -Abertura do XXXVII Bródio dos JaguaresEste ano, sem a formação de novos pilotos Jaguares, devido à desativação dos Mirage 2000, que ocorrerá em dezembro próximo. 

Embora com pouca frequência, se comparado com as festas anteriores, o seu brilho foi maior. Maior devido à dedicação daqueles que sabem que só com amor a sua unidade ela poderá manter o brilho e a chama da operacionalidade acesa. Não senti tristeza em seus integrantes, pelo contrário, senti a união na confiança que dias melhores virão.

Na sequência, tivemos no dia 16, após uma pequena recepção no GDA, o churrasco de confraternização no Galo Velho e o coquetel para as senhoras na parte superior do Clube dos Oficiais. Esse evento, por ser menos formal, permite uma maior interação entre os novos e os antigos pilotos de Mirage. E é nesse churrasco que são sorteadas as duplas do Torneio de Tênis e os dois pilotos que farão o voo da saudade no Mirage.

O dia 17 começou às nove horas com as primeiras duplas se enfrentando e o primeiro piloto sorteado para o voo da saudade abortando a partida devido a uma pane de comandos do único biplace disponível. Nas duplas sagraram-se campeões o Ten Brig Burnier e o Cel Teixeira e no voo da saudade o Cel Bukowitz e o Cel Côrtes esperavam ansiosos o conserto da aeronave.

Às duas da tarde o Buko conseguiu decolar. O voo do Côrtes ficou para após a reunião das 16hs com o Comandante da Aeronáutica.

Nessa reunião o nosso Comandante após a explanação dos Comandantes do COMGAP e do COMGAR, expondo a situação do Mirage 2000 e o que estava planejado para os próximos anos, nos pediu união e esperança de que uma solução ainda poderia ser tomada nesse ano.

O Bidon conseguiu decolar às 17:33hs. Num voo rápido de 35min, pois deveria estar antes das oito no Cinema da Base, para as cerimônias programadas.

No horário previsto o Ten Brig Saito adentrou ao anfiteatro dando como aberto o XXXVII Bródio dos Jaguares. Nesse evento foram agraciados o Piloto mais eficiente, Cap Av João, com o troféu Guynemer e o Graduado mais eficiente, 3Sgt Wilkerson, com o troféu Prediliano. Na sequência, os primeiros Jaguares da turma de 1973, receberam uma homenagem pelos seus quarenta anos de Jaguar. Receberam novamente a taça símbolo do batismo que desta vez foi dourada. Desses 27 primeiros Jaguares, 11 estavam presentes. Foram eles: JG03 Ten Brig Fota; JG04 Ten Brig Jaeckel; JG07 Cel Blower; JG08 Cel Villaça; JG13 Brig Montgomeri; JG15 Cel Euclides; JG19 Ten Brig Saito; JG20 Cel Bukowitz; JG21 Cel Ary; JG25 Cel Peixe Lima; e JG26 Cel Côrtes. Dando sequência o Jaguar mais antigo presente, Ten Brig Frota, provou o vinho que foi servido aos demais Jaguares para o seu novo batismo, agora como os “GOLDEN BOYS”. Houve ainda a homenagem aos Jaguares que nos deixaram, com uma moção especial ao Maj Brig Rui Moreira Lima, herói de guerra que nos deixou no dia 13pp, a Oração do Jaguar e, finalizando, o hino aos Jaguares, Asas e Garras, que foi cantado por todos os presentes.

Ao término da solenidade no cinema, todos foram convidados a se dirigirem ao Refeitório dos Oficiais para o tradicional queijos e vinhos que, pelo que soube, se estendeu até as 4:30hs da madrugada.

Alberto Côrtes – Cel Av Ref
Piloto de Caça – Turma de 1970
Dir. Com. Social ABRA-PC
 final de artigo

 Algumas fotos do evento

Biplace M-2000 - Voo da Saudade

Primeiros Jaguares da turma de 1973

Decolagem biplace M-2000 - Voo da Saudade

Bródio dos Jaguares - confraternização

Bródio dos Jaguares - confraternização

Bródio dos Jaguares - confraternização

 


 Aniversário da ABRA-PC  

Reunimo-nos, mais de 70 pilotos de caça, no último dia 17 de agosto para comemorarmos o 18º aniversário da nosso Associação.

Agradecemos a todos os presentes, a todos os membros do Alto-Comando, a todos aqueles que nos distinguiram com suas mensagens de justificativa de ausência e de força no nosso trabalho enfim, a todos caçadores que cotejaram o cheque-rádio dizendo-se “em posição, livre manobrar!”

Sentimo-nos revigorados com tamanho apoio e incentivados a continuar a senda aberta há tantos anos pelos nossos antecessores.

A todos, nossos mais sinceros agradecimentos.

final de artigo

 

Algumas fotos do evento 
  
  
 
 

  
Demonstrativo Financeiro Resumido
 
SALDOS EM 31 DE JULHO DE 2013
 
Conta Corrente (Banco Real) R$ 24.66095
Fundos ABRA-PC (DI-Supremo) R$ 49.19408
Sub-total recursos ABRA-PC R$ 73.85503

FUNDOS ESPECIAIS (*)

Desenvolv. Cult. da Av. de Caça R$ 2.33107
Prêmio Pacau R$ 58.16372
Sub-total dos Fundos Especiais R$ 60.49479

MÉDIAS DE RECEITAS DE 2013

Média anual R$ 10.909,1818

 MÉDIAS DE DESPESAS DE 2012

Custeio R$ 5.46071
Eventuais R$ 55971

  

(*) A origem desses recursos deve-se à doação de cem mil reais, feita pelo Brig. Magalhães-Motta à Associação Brasileira de Pilotos de Caça.

final de artigo

  


PARA REFLETIR

O cavalo de batalha 

Há mil anos, em algum lugar, o cavalo de um Cavaleiro envelheceu, merecendo descanso. Era um Cavaleiro que ganhava Justas e Batalhas em defesa do reino, sendo muito admirado pelo povo. O Rei, então, decidiu dar-lhe um novo cavalo e o chamou para uma audiência. Na audiência, estavam o Rei e toda Corte, que queria ver de perto o herói de todas as Justas e de todas as Batalhas.

O Rei assim dirigiu-se ao Cavaleiro:

- Cavaleiro, decidi dar-lhe um novo cavalo. Gostaria que você o descrevesse, para que nós compremos o cavalo certo para as Justas e para as Batalhas. O cavalo de batalha

O cavaleiro fez uma reverência e descreveu como seria o novo cavalo:

- Majestade, Excelências da Corte, o cavalo precisa ser resistente para suportar os ataques dos adversários; rápido para escapar dos golpes de surpresa; forte para atacar com potência; ágil para se levantar rápido das quedas; alto para evitar o soldado; dócil para obedecer meu comando; sensível para perceber o que não percebo; não temer nem o fogo, nem o estrondo.

O Rei e a Corte confabularam e o Rei dirigiu-se ao Cavaleiro:

- Cavaleiro, mas este cavalo é muito caro!

O cavaleiro pensou um pouco e respondeu:

- Majestade, Excelências da Corte, mas este não é um cavalo comum. É um Cavalo de Batalha! O mais caro é perder uma Batalha. Uma Batalha, ou é vencida, ou é evitada, não pode ser perdida. Quem ajuda a ganhá-la, ou a evitá-la, é o Cavalo de Batalha!

Mil anos depois, em outro lugar, um Conselho convocou um Piloto de Caça, cujo avião envelhecera.

- Senhor, decidimos comprar-lhe um novo avião. Gostaríamos que o senhor o descrevesse, para que compremos o avião certo – falou o Presidente do Conselho.

- Excelência, respondeu o Piloto de Caça, o avião precisa ser resistente para...; rápido para..., forte para...; ágil para...; voe alto para...; seja dócil para...; avise-me dos perigos para...; e...

O Presidente do Conselho o interrompeu dizendo:

- Mas Senhor Piloto de Caça, este avião é muito caro!

O Piloto de Caça pensou um pouco e respondeu:

- Excelência, mas este não é um avião comum. É um Avião de Batalha! O mais caro é...

Nesse momento, o tempo se fundiu onde as Batalhas são vencidas, ou evitadas, jamais podem ser perdidas!...

final de artigo 


 
Tacariju Thomé de Paula Filho – Cel R1
Piloto de Caça - Turma de 1967
 
  
DEPOIMENTO

Extrato de entrevistas dos Veteranos de Guerra para o documentário “Senta a Pua”  

  

Brigadeiro Rui Moreira Lima

A bruxa está solta: morrem cedo Cordeiro, Oldegard, Rittmeister e Pequeno

 

“Chegamos à Itália no dia 6 de outubro e entramos em combate ainda naquele mês, mas os Tenentes só entraram em combate mais tarde, em novembro. O mês de novembro foi um mês que nos marcou muito porque ficamos na expectativa da tal ‘estatística de perda’ de três pilotos por mês. Não quer dizer que os três morriam por mês, às vezes morriam quatro, às vezes dois. Se o sujeito caía prisioneiro, era abatido ou morria em acidente era outra perda, mas contava como ‘perda nas estatísticas’ que os americanos faziam durante a Segunda Guerra Mundial. Então no dia 6 de novembro nós tivemos a perda do Tenente Cordeiro em sua primeira missão de guerra. John Cordeiro e Silva não conseguiu saltar de paraquedas porque não tinha altura e fez um pouso forçado nos Apeninos. O avião explodiu e ele morreu.

 O Cordeiro foi um companheiro que eu conheci na Escola da Aeronáutica. Quando eu fui dar um trote nele ele reagiu, mas eu não quis brigar com ele e disse: “Olha, nós vamos brigar mais tarde quando você estiver mais adaptado”. Na época em que estávamos mais adaptados já éramos bons amigos e fomos para a guerra juntos. Ele foi o último companheiro a chegar no Panamá e foi ele quem reportou para nós o que se falava do Grupo de Caça no Rio de Janeiro. Ele disse: “Nos chamam de ‘grupo de caça níqueis’, Rui”. Aquilo nos irritou muito e cada vez que chegava uma notícia dessas era motivo para redobrarmos e temperarmos mais o espírito de luta e de corpo da unidade. No Panamá nós moramos juntos na mesma barraca, e quando fomos para Suffolk tivemos a mesma sorte, moramos na mesma barraca também. Quando chegamos na Europa no navio “UST Colombie”, uma viagem que durou 17 dias de incerteza, dúvida e de pesadelo, cada um se abria com o outro dependendo do seu grau de amizade, de confiança, e ele fez várias confidências à mim sobre a família dele, sobre as irmãs, os pais, o carinho que ele tinha por eles. Eu falei de Julinha, minha esposa, que ele já tinha conhecido aqui no Brasil. P-47

 O Cordeiro tinha uma personalidade muito forte e difícil de conviver. Quando recebemos os P-47 na Itália, um dia antes os americanos já tinham recebido os P-47 deles e fizeram um show de acrobacias, ‘pintaram e bordaram’ em cima da base. E nós, que sabíamos fazer tudo isso, esperamos o dia seguinte para fazer o nosso show também. O Coronel Nero, com sua sabedoria e experiência, disse que não queria show e que quem o fizesse seria preso e perderia a diária de voo por três meses. Ele disse que não estávamos lá para dar show e sim para guerrear. Aí alguém retrucou: “Ah, mas os caras fizeram”, e ele se manteve firme: “Não quero saber disso. O que eu quero é saber o que vamos fazer e nós temos muito que fazer contra os alemães”. O Cordeiro, que era um sujeito zangado, prometeu: “Eu vou derrubar a barraca do comandante.” Mas ninguém pensou que ele fosse mesmo fazer isso, e na hora que ele saiu com o avião para fazer experiência, começou a passar baixo na barraca do Coronel Nero Moura até que o deslocamento de ar afrouxou os prendedores e quase que a barraca caiu de verdade, se é que não caiu um pedaço dela. O Cordeiro foi preso, mas uma prisão ‘solta’ porque não tinha cárcere nem alojamento, era uma barraca grande onde cabiam 12 pessoas. Daí por diante ele passou a se isolar, e morreu isolado. Ele ficava lendo e nós o chamávamos para brincar, para rir e ele dizia: “Não, estou chateado, não quero”. Eu acho que ele devia pensar no ato que tinha cometido e que não tinha dado resultado nenhum, foi um ato errado. Ele era um homem de decisão, de valentia e de caráter, e depois que ele morreu, depois que escrevi meu livro 35 anos depois, os pais me cederam as cartas que recebiam dele e nelas ele faz referências à mim que são muito bonitas e que muito me emocionaram. Eu fico muito emocionado quando lembro dele ... morreu na primeira missão. Nós fizemos essas primeiras missões na ala dos americanos e ele foi levado para um lugar onde tinha muito tiro, que era em Bolonha, num ataque aéreo. Nesse ataque rasante ele foi atingido, e ficamos chateados de terem levado ele para um lugar com tanto ataque aéreo, parecia um ‘paliteiro’. Bom, demos um ‘Adelfi’ para ele – ‘Adelfi’ era, e ainda é, uma saudação especial que somente nós, do Grupo de Caça, usamos –, depois tomamos um pileque de ver mute e sentimos a morte dele cantando, brincando. Veteranos no P-47 - Pilotos de caça na Itália

 No dia seguinte, dia 7, um outro colega nosso, Tenente Oldegard Sapucaia, morreu por causa da burocracia da Força Aérea Americana, ou da Fábrica dos P-47, a “Republic”, ou de quem for. Por que ele morreu assim? Porque quando chegamos na Itália nós passamos a combater nos P-47 com o “canopi de bolha”, que era uma bolha de vidro que nos cobria. Eles tiraram algumas coisas do P-47 anterior, como a quilha, e isso ofendeu muito a aerodinâmica do avião, de tal modo que se você fizesse uma manobra que tivesse que cruzar os comandos, eles prendiam e você vinha até o chão e morria. O Oldegard morreu porque a burocracia da Fábrica Republic chegou atrasada. Eles mandaram proibir qualquer voo em que o avião tivesse que cruzar os comandos dois dias depois que ele morreu.

 No dia 16 haveria um voo especial filmando o Grupo de Caça, uma espécie de ‘propaganda’ para passarem no Brasil. Nesse episódio perdemos mais dois pilotos, designados para cumprir uma missão fotográfica a bordo de um C-47. Eles estavam atrás do cinegrafista com suas máquinas fotográficas e nós estávamos passando próximos a eles num voo combinado onde tínhamos o rumo do C-47. No momento em que nós íamos passar, o comandante da nossa esquadrilha, Capitão Lagares disse: “Dentro de dois segundos vou passar por você”. Nesse momento o piloto do C-47 fez um pequeno desvio, acho que ele queria ver a esquadrilha, e o nosso avião - o número 2 – bateu na asa do C-47. Aquilo aconteceu em segundos; eu gritei que ia bater e já estava batendo, e todos então ficaram cuidando do avião do Perdigão – o nº 2 – e eu fiquei olhando o C-47 perder grande parte da asa. O avião entrou em parafuso e o piloto ainda conseguiu sair, mas puxou com muita velocidade, houve um deslocamento do filete de ar e ele perdeu o comando do avião outra vez. O avião entrou em parafuso para o outro lado e foi até o chão, batendo; subiu uma fumaça preta com uma chama de mais ou menos 3.000 pés de altura, 900 metros. Eu vi que tinha morrido todo mundo lá embaixo. Veteranos do 1º GpAvCa na Campanha da Itália A esquadrilha estava desfeita e estavam todos seguindo o Perdigão, e fiquei dizendo: “Salta Perdigão, salta!” No momento da batida ele ficou ferido na cabeça e naquele tempo não havia esse capacete que defende o piloto de um choque. Mas ele acordou e saltou de paraquedas numa altura de 600, 700 metros e quando o vimos novamente no acampamento ele já estava recuperado.

 O Tenente Perdigão ficou muito abalado e o Capitão Lagares mais ainda. Creio que o Perdigão deve ter se julgado culpado por ter passado tão perto, mas na realidade o morto é que foi o culpado. O Capitão Lagares era um homem de firmeza muito grande na sua liderança, foi um dos pilotos que mais se distinguiu no treinamento, portanto ele não podia ter errado. Morreram nesse acidente o 2º Tenente Roland Rittmeister e o 1º Tenente Waldir Paulino Pequeno de Melo. O Waldir dizia que sabia que ia morrer, mas queria ir para a Itália, ele repetiu isso muitas vezes em Natal. Fez uma missão de guerra, que está anotada nos anais do Globo, foi o meu ‘ala’, era um amigo dileto meu. Nessa missão de fotografia que ele não queria fazer fui eu quem o convenceu a fazê-la. Ele disse que não tinha filme e arrumei o filme para ele. Depois ele disse que só tinha filme preto e branco e eu peguei um colorido sem autorização, porque filme colorido era raro naquele tempo. Ele foi para lá, tirou a fotografia e morreu.”

 Como eram as missões na Itália

 “Quando nós chegamos à Itália encontramos a guerra, academicamente falando, na segunda fase de combate que era a interdição do campo de batalha, não permitir que o inimigo trouxesse suprimentos para a linha de frente. Nós fomos treinados para fazer a guerra total, principalmente a obtenção de superioridade aérea - avião contra avião – destruir o avião inimigo para poder ter liberdade de manobra na terra. Chegamos na Itália e essa fase já estava realizada: não existia a reação aérea alemã e a italiana era muito pouca, quase não existia. O pessoal de informações dizia que a proporção era de um avião inimigo para oitenta aliados, então eles não tinham muita chance de sobreviver se quisessem entrar em combate com a gente. Alguns lutavam porque eram profissionais e às vezes até abatiam alguns dos nossos, mas a média ainda era de um para oitenta.

 Nós fomos, então, designados para outro tipo de missão, que era o ataque a alvos estratégicos. Recebíamos as instruções – que chamava-se briefing – e partíamos para a destruição dos objetivos. Se era uma ponte você “quebrava” a ponte e o inimigo não podia mais atravessá-la de trem. Mas duas horas depois do ataque eles colocavam a ponte em condições de ser trafegada outra vez, e nesse espaço de duas horas já tinha uma outra esquadrilha quebrando a ponte de novo, e assim era o dia inteiro. Eles só tinham a noite para atravessar, se eles quisessem, e esse era o tipo de missão que fazíamos. Quando ia-se fazer o bombardeio com o P-47, um avião de caça que podia atacar de uma grande altitude – até 40.000 pés – tínhamos que ter pressurização, e ele foi transfor mado em caça bombardeiro, e como tal ele foi fantástico, não houve caça bombardeiro alemão que se comparasse ao P-47 THUNDERBOLT. Essa missão saía com um voo de formatura onde voávamos em linha de frente ou na posição de caixa, que eles chamam de box formation. Íamos o tempo todo no lado inimigo, mudando a direção, a altitude e a velocidade para dificultar o tiro direto do ‘88’, que não tinha altura para ele. Se você estivesse a 20.000 pés os tiros te alcançavam com a mesma eficiência que alcançariam a 600 metros, e te derrubava. Precisávamos variar a altitude e isso ‘machucava’ muito o piloto, além de aumentar a tensão nesse momento. Ligava-se um aparelho eletrônico e transmitia-se um sinal para o radar, e esse sinal era identificado como um avião seu porque o inimigo aparecia como um sinal normal no radar. A tensão começava pela luta de se ganhar aquele dia, porque disputávamos cada dia; o Perdigão disse uma vez: “Você está disputando cada dia a morte”. Isso porque a cada mês perdíamos três pilotos, era a média e foi uma aritmética muito ruim, muito má, mas que foi cumprida à risca. Veteranos do 1º GpAvCa na Campanha da Itália

 Nós fazíamos o bombardeio e no momento em que entrávamos lá esquecíamos de tudo. Naquela hora vinha a tensão e você pensava: “Será que é hoje?”, e no momento seguinte você ‘picava’ o avião, ligava as metralhadoras e a câmera e já estava com as bombas armadas, pronto para lançá- las. Aí você não tinha mais medo, o sujeito estava ‘dando tiro ’, e embora soubéssemos que aquele era apenas um tiro de inquietação, quem estava lá embaixo não sabia. Bala não tem endereço, podia sair uma bala perdida e pegar alguém lá embaixo, então éramos absolutamente profissionais, esquecíamos tudo. No momento em que cobríamos o nariz era hora de se mandar a bomba; podia-se comandar por um botão elétrico ou pelo manete – um puxador – e as bombas caíam. Aí você recuperava e essa recuperação era cruel para o físico porque não tínhamos esse equipamento que os pilotos têm hoje, que aperta o ventre e as pernas e não deixa o sangue descer, mantém a pressão e mantém um pouco o sangue na cabeça. Para nós o momento em que você puxava o avião era chamado de “chupar laranja”, porque o rosto se transformava, ficava mais comprido e você tinha um ligeiro blackout – perda de consciência –, então a pessoa demorava um segundo, ou décimo de segundo, e você apagava, a cabeça caía. Existem fotografias de pessoas que fizeram testes para ver a atitude do piloto, e a pessoa vendo as fotos não tem vontade de fazer aquilo, era uma sensação horrível. No momento em que você recuperava e ia subindo o sangue ia voltando, e você recobrava os sentidos naquela fração de segundo. Esse era o momento de procurar o seu líder; e também já estava combinado que nós desceríamos a 2.000 pés e o outro elemento da esquadrilha iria procurar alvos de oportunidade. Nós, aqui de cima, fazíamos a cobertura que dependendo da situação e da quantidade de alvos era meio “relaxada”.

Dessa forma íamos fazendo nossos ataques, que dependiam do grau de periculosidade e que por sua vez dependia do alvo propriamente dito. Se você fosse atacar um alvo que estava muito bem defendido com uma barragem, provavelmente você seria atingido. Se o alvo fosse uma coluna de caminhões e eles eram surpreendidos, imediatamente eles se preparavam para rebater o ataque e abriam fogo com armas leves, metralhadoras ‘ponto 30’ e ‘20 milímetros’. Então nessa hora corria-se muito risco, mas eles também corriam porque o pessoal já estava muito treinado, sabia atirar e chegávamos ao ponto de atirar e saber quantos tiros saíam; quando chegávamos ao fim sabíamos quantas rajadas ainda restavam. Só o veterano consegue isso e nós éramos veteranos porque já tínhamos mais de 90 missões e isso nos deu uma prática muito grande de guerra e de discernimento. Quando fazíamos um ataque a um depósito de combustível ou de munição, através do ataque rasante, além dos perigos da antiaérea corria-se o risco de ser atingido pela explosão. Nós tivemos uma perda séria que foi a do Tenente Frederico Gustavo dos Santos, que acidentou-se ao atacar um depósito de munições numa cidadezinha chamada Spillembergo, perto de Pádova. Esse depósito tinha 500 bombas de 1.000 libras cada uma. Quem foi testemunha ocular disse que a asa se soltou de tão violenta que foi a explosão. Disseram ainda que o Frederico chegou a sair do avião com os ossos todos quebrados pela pancada, pela velocidade que ele vinha que devia ser em torno de 300 milhas por hora. Ele levou uma pancada muito forte com o choque no chão. Outro caso foi o do ‘Meirinha’ – Tenente José Meira de Vasconcelos – que estava passando por um depósito de munição e a espoleta de um ‘20 milímetros’ ficou no supercompressor dele, embaixo do avião. Outro caso foi o do Perdigão ao atacar um trem em Casarsa, que entrou no sentido longitudinal atirando nos carros com rajadas curtas, e numa dessas tinha um cabo de munição que explodiu o trem inteiro. No filme de combate que estava no avião dele aparece um pedaço de trilho de uns quatro metros rodando na frente da cabine. Se aquele trilho pegasse no avião provavelmente o Perdigão não teria voltado para o Brasil. Houve um caso em Casarsa onde peguei a explosão de um trem e fiquei com 20 furos de estilhaços na fuselagem do avião, mas eu voltei por sorte também. Isso é para se ter uma ideia de como funcionava o tiro terrestre: era muito perigoso e se perdiam muitos pilotos assim."

final de artigo

 

 

 

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