Atualidades !!!

Atualidades !!!

Atualidades !!! Veja AQUI o ABRA-PC Notícias no125 na versão em PDF. Veja AQUI o ABRA-PC...

Agenda dos próximos eventos

Agenda dos próximos eventos

AGENDA DOS PRÓXIMOS EVENTOS:   Data / Hora Local Evento   25 jan...

GLOSTER-METEOR vai se APOSENTAR

GLOSTER-METEOR vai se APOSENTAR

GLOSTER-METEOR vai se APOSENTAR Em resposta ao artigo da Maria Boa das 1001 Noites...

XXIX Raduno dos Adelphis

XXIX Raduno dos Adelphis

XXIX Raduno dos Adelphis - 2017 Em uma confraternização que reuniu os integrantes do Esquadrão...

  • Atualidades !!!

    Atualidades !!!

  • Agenda dos próximos eventos

    Agenda dos próximos eventos

  • GLOSTER-METEOR vai se APOSENTAR

    GLOSTER-METEOR vai se APOSENTAR

  • XXIX Raduno dos Adelphis

    XXIX Raduno dos Adelphis

Jaguar - 11k Poker - 11k

  

ABRA-PC NOTÍCIAS 

(Número 34 - Ano VI - Março de 2002)

 

 

MENSAGEM DA DIRETORIA

Um novo ano se inicia, e mais uma vez, somos levados a refazer nossos planos, além de renovar as esperanças no que está por vir.

Depois de muito tempo sem investir em suas Forças Armadas, e principalmente em sua Força Aérea, parece que os dirigentes da Nação Brasileira finalmente se convenceram da importância do nosso fortalecimento.

Verbas foram aprovadas e, conseqüentemente, foram desengavetados os vários projetos dedicados à modernização da já quase obsoleta frota de aeronaves da Força Aérea Brasileira. Diferentemente de outros países, o Brasil não se preocupou em fazer um trabalho gradual de substituição dos equipamentos militares (com seu custo diluído no tempo), o que permitiu que a idade avançada e a senilidade atingissem a todos quase que simultaneamente.

Helicópteros, Aviação de Patrulha, Transporte, Caça e Treinamento de Caça - praticamente toda a frota da FAB - necessitou ser substituída e/ou modernizada de uma só vez.

Voltando no tempo, 30 anos atrás, início da década de 70, a Aviação de Caça passava por uma crise semelhante, quando os Gloster Meteor já estavam em processo de desativação (sobravam apenas 4 em Santa Cruz), e os TF-33 (que operavam no 1o/4o G.Av., 1o Gp.Av.Ca. e 1o/14o G.Av.), com sérios problemas de manutenção e suprimento, foram todos reunidos em Canoas para "morrer" dignamente.

A grande diferença é que naquela época, as substituições dos equipamentos ocorreram na medida certa, no "timing" correto, sem interrupções danosas à operacionalidade. O quadro abaixo apenas relembra alguns fatos e datas que talvez não sejam do conhecimento das novas gerações:

ANO

UNIDADE

AVIÃO

AÇÃO

DURAÇÃO

71

1oGp.Av.Ca.

F-8/TF-33

desativação

2 anos

72

1oGp.Av.Ca.

AT-26

Recebimento Anv/formação Pilotos

2 anos

72

1o/14oG.Av.

TF-33

Recebimento toda a frota

1 ano

72

1oG.D.A.

F-103

Formação de mec/pilotos(França)/ COMFIREM

1 ano

73

1oG.D.A.

F-103

Recebimento Anv/formação pilotos/mec (Brasil)

1 ano

74

1o/4oG.Av.

AT-26

Recebimento Anv

1 ano

74

1oGp.Av.Ca.

F-5

Formação mec/pilotos(EUA)/COMFIREM

1 ano

75

1oGp.Av.Ca.

F-5

Recebimento Anv/formação pilotos/mec(Brasil)

1 ano

75

1o/14oG.Av.

F-5

Recebimento Anv

1 ano

 Assim, em uma época em que não existiam computadores, o Sistema DACTA era embrionário e iniciava sua implantação, e as comunicações eram extremamente precárias (o grande meio de comunicação ainda era o TELEX), a "velha" FAB, em menos de 5 anos (1971-1975) desfez-se dos F-8 e TF-33, e recebeu e implantou as frotas de aeronaves AT-26, Mirage e F-5.

Como isto foi possível ?

A tarefa foi árdua, hercúlea, pesada para muitos, tendo custado até algumas vidas, mas foi realizada com dedicação, amor, eficiência e extremo profissionalismo por parte dos militares - de todos os níveis - que nela estiveram engajados. Seu excelente resultado ninguém pode contestar.

Neste início de 2002, desejamos que a capacidade de trabalho e o exemplo dado pela Caça nesta época difícil e não tão longínqua, possam servir de estímulo aos companheiros que hoje se defrontam com problemas semelhantes.

Caçadores: mãos a obra!

Et à la Chasse...!  

 

A Diretoria da ABRA-PC

 


ENDEREÇO

Praça Marechal Âncora 15-A (Prédio do INCAER)
Castelo - Rio de Janeiro - RJ
CEP 20021-200
Tel: (Rio) 2262-4304

Nosso expediente de secretaria é nas terças e quintas-feiras das 9:00h às 12:00h.

Nos demais horários deixe o seu recado "na eletrônica", ou transmita um fax.


AGENDA

24 de março

Aniversário do 1o/4o Grupo de Aviação

05 de abril

Aniversário da Base Aérea de Anápolis

22 de abril

Dia da Aviação de Caça


CB. AREINHA- 25B

Os pedintes - 53k 


BATE-BOLA

 

1 - NOVOS COMANDANTES NA CAÇA

Durante o último mês de Janeiro, quando ocorreram as trocas normais de comando nas Organizações do COMAER, as seguintes Unidades de Caça receberam novos comandantes:

1o/4o G.Av. ........Ten.Cel.Av. Carlos Edir de Almeida Sobreira
2o/4o G.Av. ........Ten.Cel.Av. Fabio Sahm Paggiaro
1o Gp.Av.Ca. ...... Ten.Cel.Av. Paulo Érico Santos de Oliveira

Aos prezados caçadores, os cumprimentos da ABRA-PC, na certeza de sucesso no exercício desta função, que talvez seja a mais importante dentro da Aviação de Caça: a de Comandante de Unidade Aérea.

NOTA: O 2o/5o G. Av. passou a ser denominado de 2o/4o G.Av. 

 

2 - QUADRO SOCIAL DA ABRA-PC

Nossa Associação vem crescendo ano a ano, apesar de algumas desistências e de alguns caçadores que ainda não se associaram.

Iniciamos 2002 com exatos 527 sócios, e esperamos novas adesões durante o transcorrer do ano.

  

3 - LETRA ORIGINAL DO PÓ PÓ PÓ...PIRIRI... PIRIRÓ

Os Caçadores mais antigos entram em crise quando são brindados, em nossas reuniões, com o "velho" Pó pó pó cantado com sua letra deturpada.

Assim, para tirar qualquer dúvida, segue abaixo a letra correta desta tradicional canção (de autoria desconhecida), que foi lançada na Caça pelos queridos Cordeiro, Meira e Coelho, todos Veteranos do 1o Gp.Av.Ca.
Regente: A Cobra mais o Lagarto
Coro: Popopó ... Piriri ... Piriró
Regente: Fizeram uma carne assada
Coro: Pó...Pó ...Pó ...Pó...Pó...
Regente: O Lagarto comeu tudo
Coro: Popopó ...Piriri...Piriró...
Regente: E a Cobra ficou sem nada
Coro: Pó...Pó...Pó...Pó...Pó...
Regente: A Cobra ficou zangada
Coro: Popopó...Piriri...Piriró...
Regente: E jurou se vingar
Coro: Pó...Pó...Pó...Pó...Pó...
Regente: Convidou mestre Lagarto
Coro: Popopó...Piriri...Piriró...
Regente: Pra fazer um jantar
Coro: Pó...Pó...Pó...Pó...Pó...
Regente: Desta vez foi mais esperta
Coro: Popopó...Piriri...Piriró...
Regente: Comeu tudo escondido
Coro: Pó...Pó...Pó...Pó...Pó...

  

 4 - DOCUMENTÁRIO SENTA A PUA

O documentário "Senta a Pua" venceu a votação, via Internet no site "GloboNews", para o melhor filme brasileiro de 2001.

Não aceitando as próprias regras da eleição, a "GloboNews" publicou a seguinte nota:

"Mas a surpresa ficou reservada à categoria filme brasileiro. O documentário "Senta a Pua!", que ocupou pouquíssimas salas de exibição pelo Brasil e não possuiu diretores consagrados, venceu com mais de 24% das intenções de votos. Isso em um ano com filmes premiados como "Lavoura arcaica" e o "Bicho de sete cabeças" e líderes de bilheteria como "Xuxa popstar" e "A partilha".

O fato pode ter uma explicação: o filme tem um fã-clube de peso ligado à internet ou bons admiradores "hackers" capazes de burlar o sistema de votação, que só permitia uma escolha no prazo de 24 horas." !!! 

  

5 - PRÊMIO ABRA-PC

Na cerimônia de formatura dos Pilotos de Caça em 2001, a Associação ofertou ao ESTAGIÁRIO PADRÃO, 2º Ten. Av RODRIGO LORDELO DE SANTANA o PRÊMIO ABRA-PC que consta de uma passagem e ajuda de custo para o comparecimento à Feira de Farnborough, na Inglaterra.

  

6 - FEIRA AEROESPACIAL DE FARNBOROUGH

Com base na extração da Loteria Federal de 16 de março, a Associação escolheu, também, para comparecerem à Feira de Farnborough os seguintes membros:

1º - Maj. Av. CELSO JOSÉ AMARAL FONSECA
2º - Cel. R/R ARY CASAES BEZERRA CAVALCANTI

Suplentes:

3º - Ten. Cel. R/R. SEBASTIÃO DAS NEVES MORAES
4º - Cel. R/R CARLOS RUBENS RESENDE


PARA REFLETIR

AOS 40 COMEÇA A JUVENTUDE DA VELHICE

Dos 20 aos 30 anos, o homem vive para procriar. A natureza dota-o das disposições e perturbações eróticas necessárias a tal desiderato de sua constituição biológica.

Dos 30 aos 40 anos, a natureza parece dotar os homens de uma enorme ânsia do "fazer". Mergulha-o na atividade criativa. Atira-o aos afazeres de transformar o mundo. Amadurece. Endurece...

Dos 40 aos 50, ao lado da propalada crise, devido à infiltração da presença diária da idéia da morte, velada ou às claras, o homem parece descobrir o prazer. Os anos dos 40 trazem a descoberta do prazer. Tudo o que foi repressão ou impulso, agora poderá ser requinte. O prazer compensa o começo da despedida. A descoberta do prazer vem com a dificuldade de vivê-lo em plenitude devido aos compromissos assumidos nas fases anteriores: os da procriação e do fazer.

Dos 50 aos 60 o homem parece propender ao servir. Nele se instala a crise dolorosa tanto quanto enriquecedora: a do sentido maior da própria vida e mobilização do que possua virtudes (no sentido da força), para entregá-la ao mundo sob forma de serviços e doações, trabalho, obra ou construção.

Dos 60 em diante, no homem que não envelhece interiormente, instala-se a fase do ensinar e do compreender. É a preparação para a morte e o cumprimento do ciclo misterioso de cada vida. Idade de filosofar e crer.

A crise dos 40 instala-se, portanto, quando o homem vive intensa diferenciação e o aperfeiçoamento pelos quais passam os seus principais mecanismos de prazer. É quando a necessidade de harmonia, satisfação plena, paz, aprimoramento de suas relações alcança o auge e se defronta com a dificuldade de encontrar respostas no que lhe vai em torno; homem já assumiu pesados compromissos com as fases anteriores e não tem como os remover. Grita em seu interior, porém, as respostas para as ânsias de prazer, harmonia, paz, sabor e saber são equilibradas.

Do ponto de vista sexual, está no máximo do bom gosto, fruição, aperfeiçoamento, arte mesmo. Nem sempre, porém, encontra respostas consentâneas com as altas necessidades deste seu estágio, devido ao desgaste de suas relações anteriores ou renitentes fixações. Como profissional, começa a essencializar as suas intervenções. Nem sempre, porém, a vida lhe permite aplicar e exercitar tal evolução.

Como pessoa , esteta e cidadão, carece de paz e beleza em torno, conhece o próprio organismo, aperfeiçoou o apetite: já não convive com que lhe não é afinado. Nem sempre, porém, a vida lhe permite a relação sofisticada com os prazeres da mesa, da cidade, do lar ou do meio ambiente envolvente.

O choque entre o refinamento natural da idade do prazer e as disposições dos sistemas e instituições, sobrecarregando-o de compromissos peculiares às fases anteriores de sua vida, leva o homem de 40 anos a viver de modo mais intenso a crise existencial, embora esteja se enriquecendo através dela e seus enigmas.

Tal conflito, que se dá nos setores mais vitais da existência e transforma a década dos 40 aos 50 em belo e rico patamar da existência, possui uma limitação: a instalação da idéia da morte como verdade e companhia diária. O enigma existencial, aqui, faz-se pela contradição entre o momento de descoberta do máximo e melhor prazer, com a certeza da finitude e a possibilidade, já real, de haver vivido mais da metade da vida, podendo sobretudo, na tensa lida contemporânea, morrer a qualquer instante.

O contato com a morte é a grande sombra dos 40 anos. Sobretudo, para o homem ocidental que pretende repensar a vida, isto é, introduzir conceitos, idéias e teorias, entre si mesmo e a realidade. Noutras culturas, a morte não aparece de modo tão perseguidor e é concebida em profundidade como ciclo natural, determinante de novas evoluções tanto da matéria como do espírito. A própria doutrina de reencarnação, provém de milenares crenças orientais.

Como um moderno avião que começa a baixar meia hora antes de chegar ao aeroporto, a 900 quilômetros por hora, também os alertas bio-psicológicos do organismo sinalizam, a partir dos 40 anos, o começo da descida, processo que não tem como ser vivido sem a aceitação da angústia que lhe é inerente.

Conforme o grau de trato de cada pessoa com a angústia, enfrenta-se melhor ou pior as dores desse transe. Também a existência ou não da dimensão religiosa, interfere na forma de enfrentar as variadas formas depressivas que envolvem esta etapa. Deus como certeza e não como esperança, é o único antídoto completo para a angústia.

É o lento e gradual começo de preparação para a grande viagem. De modo suave, imperceptível mas contente, o organismo e a mente começam a realizar, com preocupação e esperança, os procedimentos de descida e os rituais, nem sempre prazenteiros, do pouso final. A angústia dessa passagem toma, ora as cores da depressão, ora as da melancolia, ora as do medo. E da descoberta das melhores formas de viver uma fase madura, plena, consagrada.

Assim, o homem descobre o prazer de viver, ao mesmo tempo em que começa a avançar na direção do centro de seu ser, o "si mesmo". É a individuação.

"Têm passado muitos anos, ultimamente..."

Maj.-Brig.-do-Ar Lauro Ney Menezes
Piloto de Caça Turma de 1948