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Agenda dos próximos eventos

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AGENDA DOS PRÓXIMOS EVENTOS:   Data / Hora Local Evento   25 jan...

GLOSTER-METEOR vai se APOSENTAR

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GLOSTER-METEOR vai se APOSENTAR Em resposta ao artigo da Maria Boa das 1001 Noites...

XXIX Raduno dos Adelphis

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XXIX Raduno dos Adelphis - 2017 Em uma confraternização que reuniu os integrantes do Esquadrão...

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Esquadrão Joker - 11 k Esquadrão Jambock - 10k

ABRA-PC NOTÍCIAS

(Número 27 - Ano IV - Dezembro de 2000)

 

 

  

MENSAGEM DA DIRETORIA

Feliz 2001 - 37k


AGENDA

7 de novembro

(em tempo) Aniversário do 1o/16o G.Av.

18 de dezembro

Aniversário do 1o Gp.Av.Ca.

20 de janeiro

Aniversário do Ministério da Aeronáutica

 


ENDEREÇO

Não esqueçam nosso endereço:

Praça Marechal Âncora 15-A (Prédio do INCAER)

Castelo - Rio de Janeiro - RJ

CEP 20021-200

Tel: (Rio) 262-4304

(para ajudar a memorizar: 262 era o jato Messerschmitt e 4304 era um Gloster biplace)

Nosso expediente de secretaria é nas terças e quintas-feiras das 9:00h às 12:00h.

Nos demais horários deixe o seu recado "na eletrônica", ou transmita um fax. 


CB. AREINHA

Cb.Areinha 21 - 18k

 


BATE-BOLA

  

PRÊMIO ABRA-PC

Comunicamos que o 2o Ten. Av. Marcos de Almeida Macedo foi o primeiro colocado no Curso de Piloto de Caça realizado no 2o/5o G.Av. neste ano de 2000.

Assim sendo, foi agraciado pelo Presidente da ABRA-PC, Exmº Sr. Maj. Brig. R/R Lauro Ney Menezes, com o prêmio a que fez jus - uma viagem para participar da Feira Internacional de Le Bourget, que será realizada durante o mês de junho de 2001, em Paris.

Nossos cumprimentos ao Ten. Macedo e boa viagem!

  

ESCREVAM

Aproveitando o final do ano e a inspiração que possa surgir durante as férias dos prezados caçadores, solicitamos mais uma vez que escrevam suas estórias.

Utilizem nosso "FÓRUM" e mandem notícias de interesse de nossa coletividade. A ABRA-PC necessita do auxílio dos seus associados para poder continuar informando. Participem!Agradecemos antecipadamente a sua colaboração.

  

MESA REDONDA

Foi realizada no dia 21 de dezembro nas instalações do INCAER (Instituto Histórico e Cultural da Aeronáutica), mais uma interessante mesa redonda, desta vez proferida pelo Cel. Av. R/R Araken Hipólito da Costa, sob o título:

"Aproveitamento da Capacidade Intelectual do Oficial da Reserva".

O Cel. Araken desenvolveu o tema sobre o reconhecimento, pelo Ministério da Educação, dos cursos militares de Aperfeiçoamento, Estado-Maior e outros.

Com este reconhecimento, o militar da reserva passaria a ter possibilidades muito maiores no mercado de trabalho, e sua capacidade produtiva poderia ser melhor aproveitada.Esperamos que o desenvolvimento deste assunto venha a atingir os objetivos pretendidos.

  

CAÇADOR & NADADOR!!!

Registramos com orgulho que o Cel. Av. R/R Ivan Von Trompowski Douat Taulois classificou-se em 3o lugar na prova de 100 metros livres no Campeonato Mundial de Masters, realizado em Munique, Alemanha em agosto deste ano.

Na classe 65/69 anos, o Cel. Trompowski fez o tempo de 1 min. 15 seg. 01 centésimo, fazendo jus a medalha de bronze em uma competição que reuniu cerca de 7000 atletas, sendo que 42 nadadores só nesta prova.

Parabéns "Trompa" por este grande exemplo de vitalidade e pelo espírito guerreiro de Piloto de Caça jamais esquecido!

A LA CHASSE!

 


PARA REFLETIR...

"É um assunto inesgotável. Você não imagina o que é ter medo, o verdadeiro medo. Chega-se a pedir:
- Meu Deus, faça com que eu não tenha medo, medo ao ponto de não mais conseguir fazer o que devo fazer!

Alguns companheiros, em determinadas situações, ficavam absolutamente petrificados: eu vi um Sptifire voar mantendo a reta com um alemão, em sua cauda, se aproximando e atirando... Todo mundo gritava no rádio: Cai fora, livre-se dele. Nenhuma reação, ele estava paralisado pelo medo...

Esta era a nossa espada de Dâmocles, suspensa por uma corda, onde um fio se rompia a cada missão, algumas vezes vários deles".

Os músculos podem se reconstituir pela ginástica, ossos quebrados se recompor, mas a coragem é um capital, e uma vez consumido é o fim, impossível recuperar.

Lord Moran, médico da família real, escreveu um livro surpreendente, A Anatomia da Coragem, para, de fato, protestar contra uma prática antiga da R. A. F. e das Forças Armadas Inglesas, de colocar um rótulo "L.M.F." (Lack of Moral Fiber) no dossiê dos pilotos nos quais a corda finalmente se rompera...

Quando você recebia esta marca infame (Falta de fibra moral) do tempo do Exército da Índia, um século atrás, só havia uma solução possível: o suicídio.

Era, quase sempre, injusta para aqueles jovens que tinham, simplesmente, ultrapassado o extremo limite de suas possibilidades físicas e de sua força moral.

Em um dos meus prefácios, para um livro sobre a Guerra da Coréia, "Lês Eperviers de la Mer" (Os Gaviões do mar), eu escrevi:
Nós sabemos que há um momento onde o corpo e o sistema nervoso matam a esperança e a vontade. Acontece muitas vezes que quanto mais o homem foi bravo no passado, e quanto mais ele desgastou seus nervos até o ponto de ruptura, menos ele pode encontrar em seus fios partidos algo para sustentar, até mesmo, seu amor-próprio, em seu nível mais elementar. E, então, é a inclinação fatal em direção ao medo.

Fiquei salvo dessa situação porque o medo tinha sobre mim um efeito completamente inverso, pela seguinte razão: Nosso médico inglês do Esquadrão 3 defendia uma tese lógica. Na sua opinião o medo libera brutalmente, no organismo, uma dose importante de Adrenalina que age como um entorpecente sobre o sistema nervoso.

Euforia, excitação no início, em seguida, após uma dezena de missões e de choques psicológicos, essa adrenalina se transforma em uma espécie de morfina, para o piloto extenuado pela fadiga operacional com os mesmos dramáticos inconvenientes de todos os outros entorpecentes.

Eu vi, muitas vezes, isto acontecer. Ultrapassada uma certa fase, a dependência crescente da excitação e da necessidade glandular assim gerada levam, rapidamente, o piloto ao limite do respeito humano - como o ópio e o alcoolismo.

Chegava, então, um momento onde o "medo do medo" substituía a necessidade fascinante do medo. Era assim a derrota do autocontrole sobre o corpo, e o desespero da vergonha dava às vítimas o ultimato da coragem, preferir a morte ao desprezo dos outros.

  

(Entrevista do Brig. MEIRA com Pierre Clostermann, publicada na Revista Força Aérea )