Pacau 11k Seta 8k 

ABRA-PC NOTÍCIAS

(Número 95 - Ano XVII - nov/dez de 2012)







 

 MENSAGEM DA DIRETORIA

Feliz Natal & Próspero 2013


ENDEREÇO

 

Praça Marechal Âncora 15-A (Prédio do INCAER)
Castelo - Rio de Janeiro - RJ
CEP 20021-200
Tel (21) 8182-6924 (Celular do Secretário Mesquita)
E-mail:
popopo#abra-pc.com.br

 (Nota do gerente do Sítio: não colocamos o símbolo "arroba" para evitar que "robôs eletrônicos" descubram o endereço para enviar "spams")

Nosso expediente de secretaria é nas segundas e quartas-feiras das 9:00h às 12:00h.
(os demais horários deixe o seu recado "na eletrônica", ou transmita um fax pelo telefone 21-2262-4304 )



ZEGA 05

Zega de Natal!


AGENDA

14 de dezembro

Encerramento do Curso de Caça no 2º/5º GAv

17 de dezembro

18 anos de falecimento do Brig Nero Moura

18 de dezembro

Aniversário do 1o GpAvCa

26 de dezembro

Aniversário do COMDABRA

11 de fevereiro

Aniversário do 3o/3o GAv

Às unidades aniversariantes, os votos de ventos sempre favoráveis na realização de todas as missões.
Aos novos pilotos de caça, votos de sucesso continuado na carreira. Ao longo de suas vidas profissionais, lembrem-se: em caso de dúvida sigam seus líderes!


Senta a Pua !



PAPO-RÁDIO
 

 

1 - DVD DE UMA REPORTAGEM SOBRE A AVIAÇÃO DE CAÇA:

Temos o prazer de encaminhar aos nossos prezados associados, como brinde de fim de ano, um DVD de um programa “Globo Repórter”, realizado nos idos de 1994, no apartamento do nosso patrono, Brig Nero Moura.
Pelas imagens apresentadas, pela participação do Brig Nero Moura e por tudo que é apresentado no programa consideramos este DVD uma peça digna de ser guardada com o maior carinho por todos.
Ele partiu de uma ideia inicial do Cel Duncan, recentemente falecido, e só foi possível de ser materializado com o apoio total da CFIAe, na pessoa de seu presidente, MB Paulo Hortênsio Albuquerque e Silva.
Ao MB Hortênsio os nossos agradecimentos e ao chefe Duncan... missão cumprida! 

 

2 - SORTEIO PARA IDA À FEIRA DE LE BOURGET 2013

 Informamos aos prezados associados que, conforme Resolução que trata da participação de associados a eventos aeronáuticos no Brasil ou no exterior, e com base na extração da Loteria Federal realizada no dia 03 de novembro, os seguintes pilotos de caça foram sorteados para participarem da Feira de Le Bourget, na França, a ser realizada no período de 17 a 23 de junho de 2013:
- Efetivo: Cap Claudomiro Feltran Júnior;
- 1º Reserva: Cel R1 Hugo Marcelo Goulart Vieira;
- 2º Reserva: Ten Sérgio Augusto Puhle Júnior
A eles se juntará o Estagiário Padrão do curso de caça de 2013, cuja formatura ocorrerá nos próximos dias 13 e 14 de dezembro, no 2º/5º GAv. A ABRA-PC deseja uma boa viagem aos oficiais selecionados. Aproveitem a oportunidade!

 

3 - COSTELADA DO SUL Costelada do Sul

Caros! Com o apoio da BACO, na pessoa de seu Comandante, Cel Av Yasbeck, foi realizada a 1ª Costelada da ABRA-PC no sul, que também contou com a presença dos pilotos doCostelada do Sul 1º/14º GAv, que cedeu o galpão para o evento, e dos pilotos do 1º/4º GAv e 1º GDA que realizavam manobras no sul.

Mesmo com um “efetivo” bastante reduzido de Caçadores na Reserva, o encontro serviu para lembrar bons momentos do passado, contar causos e reavivar os laços que unem todos os pilotos de Caça, de ontem e de hoje.

O presidente da ABRA-PC e o Cel Ajax, conselheiro da Associação, juntamente com o MB Chaves, Comandante do V COMAR e o seu Chefe do EM, Cel Jefson, abrilhantaram o evento, além dos seguintes Caçadores na Reserva: Chies, Souza, Pondé, Schneider (antigão), Schneider (não tão antigo), Eduardo Lourenço e Biasus.



4 - INAUGURAÇÃO DO BUSTO DO PATRONO DA CAÇA NO 1º/10º GAv Brig. Quírico, Pres. ABRA-PC, e Cel. Potengy, Dir. Financeiro - Inauguração Busto Brig. Nero Moura - 1º/10º GAv

Por iniciativa da ABRA-PC e com o apoio do gabinete do Comandante da Aeronáutica, foi inaugurado no dia 09 de novembro, no pátio de formaturas do 1º/10º GAv, o busto do patrono da aviação de caça, Brigadeiro Nero Moura. A inauguração fez parte das festividades comemorativas do aniversário da unidade e contou com a presença do TB Cherubim da Rosa Filho, primeiro comandante da BASM, do comandante do V COMAR, MB Chaves, do Brig R1 Pamplona, centauro 01, e de diversos pilotos de caça da ativa e da reserva.

A Associação se fez representar pelo seu presidente, Brig R1 Quírico, e pelo diretor financeiro, Cel Potengy, um dos grandes responsáveis para que a confecção do busto se materializasse.

Que a presença in spiritu do nosso patrono em nossas unidades nos sirva de inspiração na busca de uma aviação de caça cada dia mais eficiente e operacional!


5 - PRÊMIO PACAU MAGALHÃES MOTTA 2012

Este é nosso último chamamento aos nobres caçadores para participarem do PPMM 2012. Esperamos ter neste ano a mesma participação e o mesmo sucesso do ano passado, quando tivemos a inscrição de 16 trabalhos.
Nobres caçadores! Escrevam seus trabalhos e nos enviem. A aviação de caça brasileira reconhece e agradece!

 

6 - MENSAGEM ELETRÔNICA RECEBIDA

Em relação ao artigo “SIMPIC – Simpósio da Cultura Inútil da Caça”, publicado no boletim nº 90, de jan/fev 2012, recebemos a seguinte mensagem eletrônica:

Senhoras e Senhores,
Por coincidência e sorte estou incluído nessa rede de missivas! Informo a todos que tenho em casa, disponível para a comunidade:
- o original do MER-Moisés, na letra do Aymone e ainda com as manchas de cerveja preservadas;
- o croqui original do CBU de brita (nome original da Bomba de Cascalho); e
- o original do L.O.R.D.O.S.E. (Long Range Detection Operation Sight Extended), que visava substituir radares por pilotos de vista aguçada tipo AZZ, ROC e ROZ.

Informo também que, no nascedouro, o SIMPCIC era denominado SIPRI (Simpósio Internacional de Procedimentos Inúteis), no 1º Gp Av Ca, na reunião para assistir ao Globo Esporte após o almoço.

Infelizmente vários artigos e artefatos importantes foram perdidos, entre os quais lembro:
- o Troféu Dragão (que era um quadro com a imagem de São Jorge atacando o pobre animal), que foi meritoriamente repassado pelo Jegue para um piloto de KC-130 durante um deslocamento para Recife, durante a UNITAS, e desapareceu. Aliás, sujeito a uma melhor pesquisa erotosociológica, creio que foi a primeira vez em que uma mulher bem apresentada, apesar de sua aparência, foi denominada “dragão”, dando início à trajetória desse codinome, que extrapolou a própria FAB;
- o Compêndio do Dragão, que visava estabelecer por critérios objetivos quando uma contendora podia ser declarada “Dragão”, nascido por solicitação urgente do Popó, após o episódio de uma “bolada nas costas” que aconteceu no Blue Midnight, boteco onde um representante do 14 (aquele que trocou o mapa da orientação no PAIM por um cigarro) era crooner (o M.C. da época), quando alguém plantou a ideia do “dragão” em um amigo que estava engajado, todavia com a capacidade discricionária prejudicada, para poder abordar em seguida a prenda abandonada; e
- o S.N.P.C. (Sistema de Navegação por Pombo Correio) que foi contribuição do 14, acho, e que seria uma revolução nos sistemas de guiagem de aeronaves e até mesmo VANTs, mas tinha um problema de limpeza dos Pods.

Além disso, siglas inesquecíveis para o planejamento de missões tipo Malvinas (mais de 400 NM para dentro do mar), realizadas pelo 14, como P.M.M.B (profundidade média do marzão besta) e D.M.B.T (diâmetro médio da boca do tubarão), também nunca mais foram utilizadas pela Caça.

Finalmente, nunca é demais lembrar o que deu partida nesse movimento de soluções e técnicas revolucionárias, o artigo do Chiquinho que preconizava o ataque a navios com napalm, na ZOOM, a revista sazonal do 1º/4º GAv.

A ideia do SIPRI era produzir a BOOM, uma revista sózonal, que não foi adiante infelizmente.Um abraço a todos.
Pinheiro

Alvaro L. Pinheiro da Costa – MB R1
Piloto de Caça – Turma de 1976



7 - Mensagem eletrônica recebida 2

Caros amigos,
Ontem tive a alegria de receber e digerir um novo boletim de notícias da ABRA-PC. Em tempos de ECEMAR, sem voo, é um prazer “cheirar um pouquinho desse Pó”.

Mas percebi que faltou um significativo detalhe sobre o Cap. Horácio, Veterano do 1º GAVCA e substituto do Vovô Fortunato no Comando da BLUE, minha Esquadrilha de coração, que me deu o prazer de voar por dez anos utilizando o código “Jambock Azul”.

A história, muitos dos senhores sabem melhor do que eu:
No nosso dia, o 22 ABR 1945, num esforço final de guerra, 22 pilotos do 1º GAVCA fizeram 44 surtidas pela Ofensiva da Primavera. Compondo a BLUE, três deles fizeram 3 missões cada um: Lima Mendes, Lara e Horácio. Este último, como Comandante da Esquadrilha, fez as 3 liderando!

Ora, se puxarmos na memória, todos nós lembraremos nosso estado físico e mental ao fim de um dia em que realizáramos 3 missões de Caça.
Entretanto, em cada uma das 3 missões que o Cap Horácio liderou:
1) a duração era, em média, o dobro da nossa missão de treinamento;
2) não havia Inercial, GPS ou EGIR para auxiliar na navegação, apenas referências visuais no terreno;
3) o território era inimigo, e não a nossa conhecida área de instrução;
4) a FLAK comia solta (parafraseando o Fleury: o inimigo NÃO usava bala de borracha);
5) o sucesso alcançado nas surtidas significava, em última análise, menos vidas perdidas; e
6) ele era o principal (em tempos sem CRM, único?) responsável por conduzir a esqda a alcançar esse sucesso.

Acho que vale a pena acrescentar essa informação num próximo boletim, enriquecendo-a com detalhes que os mais antigos conhecem.

E fica a pergunta: considerando que Escorpiões, Grifos e Flechas anualmente finalizam um Curso de Líder de Esquadrilha de Caça, seria justo sugerir a criação do “Prêmio Cap Horácio” aos pilotos que obtiverem a maior média no curso de cada Esquadrão?

SENTA A PUA!

Carlos Alberto Ronconi Júnior – Ten Cel
Piloto de Caça – Turma de 1993



8 - DEMONSTRATIVO FINANCEIRO RESUMIDO :

      SALDOS EM 31 DE OUTUBRO DE 2012

 

Conta Corrente (Banco Real)

R$ 11.05081

Fundos ABRA-PC (DI-Supremo)

R$ 47.78245

Sub-total recursos ABRA-PC

R$ 58.83326

 

      FUNDOS ESPECIAIS (*)

 

Desenvolv. Cult. da Av. de Caça

R$ 5.38486

Prêmio Pacau

R$ 57.56407

Sub-total dos Fundos Especiais

R$ 62.94893

 

      MÉDIAS DE RECEITAS DE 2012

 

Média anual

R$ 10.28153

 

      MÉDIAS DE DESPESAS DE 2012

 

Custeio

R$ 5.52007

Eventuais

R$ 12.64260

(*) A origem desses recursos deve-se à doação de cem mil reais, feita pelo Brig. Magalhães-Motta à Associação Brasileira de Pilotos de Caça.

 


DEPOIMENTO

Extrato de entrevistas dos Veteranos de Guerra para o documentário “Senta a Pua”

  

Brigadeiro Rui Moreira Lima

  

O Clima da Época Pré-Guerra

“Eu entrei para a escola militar em 1939. Em setembro de 39 já se iniciara a Segunda Guerra Mundial e eu já me encontrava como cadete dentro da escola militar. Toda a mocidade estava voltada para a guerra, todos nós ansiávamos em participar da guerra e, nesse tempo, dentro da escola militar, havia uma corrente grande pró-nazismo, pró-alemanha, prógermânica e outra grande parte contra a Alemanha. Os cadetes apostavam que a guerra ia durar um mês ou um ano, e o ambiente era aquele: se vivia o dia a dia da guerra.

Existiam colegas que arranjaram mapas da Europa e no mapa já iam colocando os progressos da Alemanha por lá. Em 1941, em dois anos de escola, se deu a criação do Ministério da Aeronáutica, e foi justamente a época em que eu escolhi a área da aviação. O Ministério da Aeronáutica, como todos conhecem, foi formado pela junção da aviação militar e aviação naval, e os cadetes da escola militar, os aspirantes da marinha e os civis que tiveram vontade de largar a função da profissão deles, ingressaram na escola. Assim foi formada a escola da Aeronáutica e dentro dessa escola continuou a mesma guerra já com uma maioria absoluta de pró-aliados.

Em dezembro de 1941 houve o episódio de ‘Pearl Harbor’, e os Estados Unidos entraram na guerra, o que desencadeou uma efervescência maior ainda. No ano de 42, depois daquela reunião dos chanceleres em São Francisco e em Havana, houve a do Rio de Janeiro em Petrópolis, e na reunião em Petrópolis – contando com os chanceleres de todas as Américas – foi decidido que qualquer agressão a qualquer ponto da América, fosse ela na América do Norte ou do Sul, desencadearia uma reação de todos os assinantes daquele protocolo. Depois disso começaram a haver manifestações populares e até do governo, cuja cúpula militar era Brig. Rui Moreira Limaa favor da Alemanha – tanto o Presidente Vargas quanto a cúpula militar. Havia uma grande reação do povo pela entrada do Brasil na guerra, que aumentou depois que eles atacaram e afundaram vinte navios nossos.

O Brasil declarou guerra em 22 de agosto, mas a primeira declaração só foi efetivada em 31 de agosto de 1942. Antes do Brasil entrar na guerra nós fomos agredidos vinte vezes e tivemos vinte navios afundados, mas a gota d’água foram cinco navios afundados em apenas uma noite.” “Em 1940, ainda na escola militar, fui testemunha de uma vaia que o corpo de cadetes deu para o embaixador da Alemanha e para o adido militar alemão, visitas importantes e presentes a convite do próprio comandante da escola, um homem conhecido e reconhecido pelo exército como pró-nazista, pró-Alemanha, General Alcio Souto.
O General cometeu a infantilidade, na minha opinião, de levar o embaixador e o adido militar à escola, onde foram muito bem recebidos com cerimônia militar e tudo o que se podia prestar.

Na parte da tarde, após o almoço, nós fomos para o cinema do Realengo, cerca de seiscentos cadetes presentes, e começaram a passar os fatos principais que registraram a ascensão de Hitler ao poder. Nesses fatos havia um momento, depois daquelas bandeiras da Suástica, aquelas tochas acesas, em que ele fazia um discurso, e quando ele começou a falar em alemão o pessoal rompeu numa tremenda vaia. O comandante da escola mandou Brig. Rui Moreira Lima acender a luz e o ajudante dele, que era o Coronel Menezes, disse que aquilo não era um papel digno do corpo de cadetes ou de futuros oficiais. Insistiu que não estavam ali comandando moleques e repetiram que estávamos com dois visitantes ilustres. Disseram que iam repetir a cena outra vez e queriam ver quem iria vaiar de novo. Ele repetiu a cena e no momento em que Hitler começou a falar, exatamente no mesmo ponto, houve uma vaia muito maior.

Nós saímos de lá e fomos para a escola militar e ficamos no segundo pátio cerca de duas, três, eu não me lembro quantas horas, parados em posição de sentido. O Coronel Menezes, que naquela época era capitão, ia passando e querendo saber o nome de quem tinha iniciado a vaia. Ninguém falou, todo mundo calou a boca e ficou por isso mesmo, e tanto o embaixador quanto o adido foram embora. Isso demonstra claramente, voltando ao Brasil da época, como era uma ditadura fascista do Presidente Vargas onde praticamente toda a cúpula militar era pró-nazismo, onde tinha havido a revolução de 35, a revolução comunista, onde tinha havido a revolução integralista de 38. Estávamos em pleno ‘Estado Novo’, então a disciplina na escola era uma coisa exigida demais. Mas a mocidade brasileira tinha o seu afã de dar uma demonstração contrária àquela situação pró-guerra: nós queríamos ir para a guerra.
Eu considero isso um protesto dos maiores, colocando no tempo e local.

”A FAB em 1941 – 1943 “Em 1942, depois do Brasil declarar guerra, a FAB já estava organizada em bases, e cada base tinha suas unidades aéreas de emprego. Foi iniciado então o patrulhamento na costa do Brasil, organizando a cobertura de comboios para todos os navios que saíam do Porto de Santos ou do Rio de Janeiro em direção a Trinidad. A FAB usava muito mal os aviões operacionalmente porque a origem da FAB era o Correio Aéreo, a aviação naval e aviação da marinha, pouca gente tinha jogado bomba, dado tiro de avião. Saber voar era um privilégio nosso: os brasileiros sabiam voar e tínhamos uma quantidade enorme de horas de voo com uma experiência que nos dava segurança para o futuro. Isso acabou acontecendo quando nós passamos a empregar o avião com armas de guerra, então era essa a situação da FAB.”

“Depois, em 1943, a guerra antissubmarino amainou aqui na costa do Atlântico Sul, e os americanos retiraram suas unidades com os seus pilotos para os utilizarem lá no Pacífico. Passaram a patrulha para nós, e assumimos a patrulha aqui no Atlântico Sul. Nesse tempo foi criado o Grupo de Caça, e paralelamente a isso, em outubro, correu a relação dos voluntários para a guerra. Eu estava servindo em Salvador, na Bahia, eu e mais quatro ou cinco; havia outros tantos em Recife, Natal, Fortaleza, e formamos um grupo do pessoal do Nordeste para ir para a guerra. O Grupo de Caça foi criado em 18 de dezembro de 1943, e haviam nomeado o Major Nero Moura para comandante. O major escolheu os comandantes de esquadrilha, ainda entre os voluntários, para serem os chefes de serviço,Brig. Rui Moreira Lima e assim chamou os homens-chave dele. Eram 16 sargentos e 16 oficiais ao todo. Esse grupo foi para o Panamá para ser formado na Escola de Aplicações de Tática Aérea.”

“O Correio Aéreo para os pilotos do Grupo de Caça teve um efeito muito grande porque nós aprendemos a voar na Força Aérea. Aliás, todos nós voávamos no Correio Aéreo. Havia o nacional, o militar, o naval, e depois tornou-se nacional com a criação da FAB. Com isso nós adquirimos uma prática muito grande, primeiro de navegar com a carta na mão, olhando a carta e o terreno, porque a carta era completamente diferente do que se enxergava lá embaixo. No canto da carta às vezes tinha um ‘anjo babu’, gordinho, soprando a direção do vento, mas nós tínhamos umas casas anotadas aqui, um laranjal ali, uma lagoa não sei onde, e o piloto fazia aquele voo.

Então nós tínhamos uma consciência muito grande de como voar um avião, só não sabíamos voar apenas com instrumentos, não sabíamos dar tiro em avião, não sabíamos utilizar militarmente uma aeronave. Isso nasceu quando o Brasil entrou na guerra já em 43, e os americanos começaram a retirar seus pilotos para o Pacífico, daí entrou a patrulha brasileira propriamente dita, porque antes nossa patrulha era uma brincadeira, era esporte puro, era amor pelo país, vontade de cumprir uma missão de combater um submarino. É verdade que existiam duas unidades que tinham sido treinadas pelos americanos: o primeiro grupo de patrulha estava no Santos Dumont, e o segundo no Galeão. Esses dois grupos estavam utilizando a patrulha racionalmente já como unidade tática de combate.

Foi nessa patrulha que o Alberto Martins Torres, um futuro companheiro do 1º Grupo de Caça, conseguiu afundar um submarino alemão.”

  


 

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