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ABRA-PC NOTÍCIAS
(Número 97 - Ano XVII - mar/abr de 2013)



 
 
 
 

MENSAGEM DA DIRETORIA

O mês de abril está chegando e com ele o dia 22, Dia da Aviação de Caça, o nosso dia.

Não há como, neste momento, não pensarmos em outra coisa que não reverenciarmos nossos heróis que com muito suor, lágrimas e denodo edificaram essa nossa aviação à qual tão orgulhosamente pertencemos.

Com emoção e orgulho saudamos o MB Miranda Corrêa, o MB Rui e o MB Meira, reverenciando a memória do Brig Nero Moura e de todos os nossos veteranos, gênese dosBrig. Nero Moura mais de 1000 pilotos de caça formados ao longo de quase 70 anos e que de forma uníssona dirão sempre “PRESENTE” ao primeiro chamamento da Pátria.

DELES é o DNA que trazemos em nosso sangue e que nos faz beber em uma única fonte – a do profissionalismo acendrado e do amor à Pátria inegociável. ELES são o traço de união que nos une a todos em torno de uma mesma chama, razão para a busca incessante em prol de um aperfeiçoamento profissional de fazer sempre o melhor. ELES são a amálgama que nos transforma num só corpo, num só espírito!

Nesta data, nosso respeito e admiração a ELES! Em cada um de NÓS haverão de se perpetuar para sempre!

  

Nota: A presente mensagem foi escrita antes do falecimento do MB Meira, ocorrido no dia 30 de março pp. Decidimos mantê-la conforme o original, pois reafirma nosso sentimento de que, em cada um de nós, nosso querido MB. Meira, o “Meirinha”, haverá de viver para sempre.

   
Senta a Pua, Brasil !

 ENDEREÇO

Praça Marechal Âncora 15-A (Prédio do INCAER)
Castelo - Rio de Janeiro - RJ
CEP 20021-200
Tel (21) 8182-6924 (Celular do Secretário Mesquita)
E-mail:
popopo#abra-pc.com.br

(Nota do gerente do Sítio: não colocamos o símbolo "arroba" para evitar que "robôs eletrônicos" descubram o endereço para enviar "spams")
(Nosso expediente de secretaria é nas segundas e quartas-feiras das 9:00h às 12:00h.



ZEGA 07

 

MB Meira - Último voo!


AGENDA



18 de março

Aniversário do COMDABRA 

05 de abril

Aniversário da Base Aérea de Anápolis

11 de abril

Aniversário do 1º GDA

22 de abril

Dia da Aviação de Caça

20 de maio

Aniversário do COMGAR 

  
Às unidades aniversariantes, os votos de ventos sempre favoráveis na realização de todas as missões.

Senta a Pua !


PAPO-RÁDIO

 Armas em Funeral


É com imenso pesar que registramos o falecimento do nosso querido veterano MB José Rebelo Meira Vasconcelos, ocorrido no dia 30 de março de 2013.

Nesse sentido, reproduzimos matéria divulgada no site da Força Aérea a respeito do assunto.

LUTO - FAB se despede do herói de guerra
Major Brigadeiro Meira

  Com a mesma garra com que combateu na Segunda Guerra Mundial, o Major Brigadeiro do Ar José Rebelo Meira de Vasconcelos travava há cinco dias uma intensa luta no Hospital Central da Aeronáutica. Na manhã deste sábado (30/3), às 8h25, a batalha cessou aos 90 anos. A Força Aérea Brasileira perdeu, assim, um de seus maiores ícones. Herói de guerra, militar dedicado, deixou um legado inestimável para a FAB, para a aviação de caça e para o Brasil. O velório do Major Brigadeiro Meira será realizado nesta tarde, das 13 às 16 horas, no Terceiro Comando Aéreo Regional (III COMAR). O sepultamento está marcado para o Cemitério São João Batista, às 17 horas, no Rio de Janeiro. Mb Meira

A trajetória do Major Brigadeiro Meira iniciou-se em 1943, quando se formou na Escola de Aeronáutica no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Como Aspirante, seguiu para o Nordeste, mas logo em seguida foi convocado para servir no 1º Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA).
O Grupo foi enviado para a 2ª Grande Guerra Mundial. No conflito, o Brigadeiro Meira tornou-se um herói. Cumpriu nada menos que 93 missões no front europeu, como piloto de caça da Esquadrilha Verde. Sua primeira missão ocorreu em 11 de novembro de 1944 e a última em 2 de maio de 1945, considerada a derradeira missão do Grupo de Caça nos céus da Itália. Em 18 de junho de 1945, o militar partiu de Pisa, na Itália, para os EUA a fim de efetuar o translado de novos aviões P-47 para o Brasil. Em sua carreira militar voou 6.000 horas entre as aviações de caça e de transporte.
Ao regressar ao Brasil, foi formar novos pilotos de caça no Grupo de Aviação de Caça, na Base Aérea de Santa Cruz. Por causa de sua grande experiência, foi convocado para transmitir a doutrina aplicada na Guerra aos oficiais, como instrutor da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica, em São Paulo. Comandou ainda a Escola de Bombardeio Médio.
Os vínculos e as amizades constituídas durante a Guerra tornaram-se perenes e renderam situações inusitadas. Durante o conflito mundial o então Tenente Meira era comandado pelo Major Nero Moura, que mais tarde assumiria o cargo de Ministro da Aeronáutica. Quando o Brigadeiro Meira, casado havia pouco tempo, chegou em Recife, foi convocado pelo Ministro Nero Moura de forma enfática: “Esteja em meu Gabinete, aqui no Rio de Janeiro, amanhã às 15 horas”. Ainda que tentasse argumentar, a confirmação do Ministro teve igual ênfase: “Esteja em meu Gabinete amanhã às 15 horas”. Foi designado então Oficial de Gabinete e Ajudante de Ordens do Ministro da Aeronáutica. Em um cenário distinto do vivido na campanha da Itália, os amigos voltavam a conviver.MB Meira
Na sequência de sua carreira, o Brigadeiro Meira ocupou vários cargos de destaque. Foi Membro da Comissão Aeronáutica em Washington, EUA; Comandante e Oficial de Operações do 2º Grupo de Transporte; Chefe da Seção de Logística e de Operações do Comando de Transporte Aéreo; Instrutor da Escola de Comando e Estado Maior da Aeronáutica; Subchefe do Gabinete do Ministro da Aeronáutica; Chefe da Seção de Planejamento doEstado Maior da Aeronáutica; Membro do Corpo Permanente da Escola Superior de Guerra.
Reformado em outubro de 1966 no Posto de Major Brigadeiro do Ar, o incansável Brigadeiro Meira continuou desenvolvendo suas atividades na vida civil. Entre os cargos que ocupou estão o de Superintendente Administrativo da Sondotécnica Engenharia de Solos S.A; Diretor Administrativo da Sondoplan Planejamento, Pesquisa e Análise S.A; Superintendente de Coordenação Operacional da VASP; Presidente da Cia Brasil Central Linha Aérea Regional; Assessor de Operações, Diretor Administrativo e Vice Presidente Executivo da Brinks S.A.
De temperamento afável, o Brigadeiro Meira deixa um legado de profissionalismo e será sempre lembrado pela serenidade. Serenidade como a que exibia no Birutinha, bar do Clube de Ultra-leves que fica no Clube de Aeronáutica da Barra da Tjuca. Ouvia atentamente as histórias de seus companheiros, mas quando na roda de amigos o assunto era o Grupo de Aviação de Caça, ali estava ele para contar com riqueza de detalhes as agruras, as dificuldades e as vitoriosas missões da FAB na Segunda Guerra Mundial. Relatos que só mesmo um herói de guerra poderia fazer.

gaivota...final de artigo

Fonte: Agência Força Aérea


 
Mensagem eletrônica recebida 
  
Recebemos do Ten Brig R1 Burnier a seguinte mensagem eletrônica:
Brigadeiro Meira, meu Veterano
Esse era meu, o meu Herói.
Ele era tudo que eu pensava e curtia de um cabra que algum dia tinha feito algo pelo País.
Sinto muito meu amigo por você ter ido, por outro lado acho que você estará muito bem ao lado de seu Comandante, nosso Patrono, o Brig Nero Moura.
Sinto pena e saudades do tempo que comandei a III FAE e o COMGAR que pude lhe prestigiar de todas as formas. O Senhor foi aquele ídolo que eu sempre acompanhei e sonhei que ia trazer para os mais novos a nossa tradição da Aviação de Caça.
Gostava muito de você e sempre lhe respeitei como um herói de guerra. Fiz de tudo no meu comando para que os seus discípulos o respeitassem e eles sempre cumpriram isso contigo. Você, diferente de outros, fará uma falta enorme em nosso seio da Aviação de Caça.
Você sempre foi o meu ÍDOLO!!!
Que Deus o leve para pertinho Dele e que lhe atribua tudo que você um dia mereceu, fazendo com que inúmeros jovens da Aviação de Caça o perpetuassem, o verenassem, seguissem as suas ideias e o seu caráter. Para a minha geração você foi o mais destacado dos Veteranos com quem nós convivemos. Você era fácil. Você era tudo que um dia eu queria ser!!!
 A LA CHASSE !!! gaivota...final de artigo

 

Gilberto Burnier
gasburnier#gmail.com
  
  
Mensagem eletrônica recebida 2
  
convite Clube Itanhangá
 

  

 

Recebemos do Itanhangá Golf Club o convite que se segue:

Aos dirigentes do e aos organizadores do III Torneio de Golfe da Aviação de Caça, Taça Nero Moura, os agradecimentos e os cumprimentos da ABRA-PC pela feliz iniciativa. gaivota...final de artigo







Mensagem eletrônica recebida 3
  
 
de: Felipe Bombarda Guedes
data: 20 de março de 2013 13:16
assunto: “Jambock” nos USA
 
Vim para os EUA fazer um Mestrado na Universidade George Mason, próximo a Washington D.C. É uma missão do EMAER. Cap Bombarda e seu carro com placa Jambok
A única parte ruim de ter vindo para cá, o que já é um fator que faz a gente pensar muitas vezes antes de decidir se voluntariar para a missão, foi ter que deixar o convívio do 1GAVCA.
Os voos e os amigos que a gente faz na Caça são realmente uma “cachaça” difícil de largar.
Daí não tive dúvida na escolha da placa do meu carro. Coloquei o código de chamada que mais tive orgulho de usar.
Imaginei que a ABRA-PC iria gostar de ver essa ideia. Estamos sempre vibrando com a Caça. De todas as maneiras possíveis.
Senta a Pua!!!
Cap Bombarda
Piloto de Caça –Turma de 2004
 
Cap Felipe, Ficamos extremamente felizes com sua iniciativa de fazer representar a Aviação de Caça do Brasil de todas as formas possíveis.
Como dizia a esposa de um antigo comandante nosso... “na casa de um piloto de caça até o cachorro é caçador”! Cumprimentos pela iniciativa e muitas felicidades na missão.

Um forte abraço. Estaremos sempre ao dispor, na cobertura.
6 Horas livre! gaivota...final de artigo 



  

Mensagem eletrônica recebida 4

Recebemos do Cel Tacariju a mensagem eletrônica que se segue, encaminhada pelo Cel Malan, piloto de caça da turma de 1967.

 De: Alfredo Malan

 Data: 6 de fevereiro de 2013 17:331º GAC em Washington -  1945

 Assunto: foto do 1° GAC

 Para: Tacariju

 

 Taca,

 Meu pai foi adjunto do adido militar durante a guerra.

 Arrumando alguns documentos dele, encontrei esta foto do 1° Grupo de Caça em Washington em 1945.

 Creio que deve ser da apresentação antes de seguir para Itália.

 O que me chamou a atenção foi a apresentação dos nossos oficiais, suas fisionomias e a qualidade da foto após tanto tempo.

 Você sabe se existe cópia no histórico do Grupo?

 Abraço

 

Ao Cel Malan os agradecimentos da ABRA-PC e de toda a comunidade de pilotos de caça em compartilhar conosco uma foto tão cara para o histórico da aviação de caça brasileira.

 Senta a Pua! gaivota...final de artigo

  

 Prestação de contas aos nossos associados

  
A título de prestação de contas aos nossos associados, segue abaixo uma lista de atividades desenvolvidas pela diretoria da ABRA-PC no curso do ano de 2012.

  
LISTA DE EVENTOS 2012
  • 1. Nova diretoria;
  • 2. Julgamento dos trabalhos relativos ao PPMM;
  • 3. Compra de 800 livros “Avestruzes nos Céus da Itália”;
  • 4. Confecção de 2 bustos do Brig Nero Moura;
  • 5. Organização de VG ao exterior;
  • 6. Homenagem ao Maj Brig Menezes: sócio benemérito;
  • 7. Pesquisa de destinos para viagem ao exterior (Le Bourget, Farnbourough, Oshkosh e FIDAE);
  • 8. Substituição do CB Areinha pelo Zé Galinha nas nossas charges;
  • 9. Inclusão de fotos históricas no boletim e Home Page;
  • 10. Palestra da III FAe “Implantação de UAe de F-5E na Amazônia” realizada pelo Brig Paulo Érico, em 25 abr 12);
  • 11. Atualização do cadastro da ABRA-PC com 156 endereços corrigidos;
  • 12. Relocação da sala da ABRA-PC no INCAER em conjunto com a ABRA-PAT;
  • 13. Confecção e distribuição de DVD sobre a Aviação de Caça;
  • 14. Almoço no CAER pelo aniversário da ABRA-PC;
  • 15. Escolha e confecção do OPCA (Objeto Padronizado para Concretizar Agradecimento) 30 ea;
  • 16. Apresentação do projeto de livro do Ten Cel Kauffmann sobre o 1º GAvCA na 2ª Guerra Mundial (romance);
  • 17. Levantamento de datas especiais da Aviação de Caça;
  • 18. Aquisição de 20 exemplares do livro “Roberto Tormin – Brilho Fugaz” e envio para as unidades aéreas;
  • 19. Almoço comemorativo do aniversário do Veterano Maj Brig Meira – CAER Barra;
  • 20. Mudança no regulamento de viagem ao exterior;
  • 21. Inventário de documentos da ABRA-PC;
  • 22. Ajuda de custo ao Costelão do 1º/14º GAv;
  • 23. Painel sobre o Cel Duncan no Esquadrão Pif-Paf;
  • 24. Comparecimento de diretores ao Costelão e inauguração de busto em Brasília;
  • 25. Envio de livro “Senta a Pua” ao Desembargador Paulo Roberto Hapner – Paraná;
  • 26. Sorteio de viagem ao exterior 2012 – Cap. Claudomiro Feltran Jr;
  • 27. Ingresso do Ten Cel Ronconi na diretoria;
  • 28. Entrega do busto do Patrono da Aviação de Caça ao 1º/10º GAv;
  • 29. Comparecimento à formatura do 2º/5º GAv em Natal;
  • 30. Entrega de diploma de estagiário padrão no 2º/5º GAv;
  • 31. Elaboração e entrega aos associados dos boletins periódicos bimensais. gaivota...final de artigo




      
    Esquadrão Flecha ccompleta 9 anos

Em uma semana repleta de celebrações, o 3º/3ºGAV (Esquadrão Flecha) comemorou seu 9º aniversário.

Criado em 11 de Fevereiro de 2004, por meio da portaria n° 48/GC3, o 3º/3º GAV foi oficialmente ativado e tornou-se a mais nova unidade da Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira. aniversário do ESQD FLECHA

 A organização conta, atualmente, com um efetivo aproximado de 100 militares, empenhados e conscientes da importância da missão que foi designada aos Flechas e emprega as modernas aeronaves A-29 (Super Tucano), que em muito aumentaram o poder de fogo desse glorioso membro da Sentinela Alada do Pantanal, a Base Aérea de Campo Grande.

 Os eventos comemorativos iniciaram-se na quinta-feira, 07 de Fevereiro, quando foi realizado o voo de Esquadrão, com 08 aeronaves, sendo que o Comandante do 3º/3º GAV, Ten Cel Av Alessandro CRAMER, liderou a formação.

 Após o voo, no período da tarde, o efetivo do 3º/3º GAV participou da aula inaugural de 2013, ministrada pelo Aniversário do ESQD FLECHACel Av Sérgio Roberto de ALMEIDA, primeiro Comandante da Unidade, o Flecha 01. Naquela mesma tarde, foi descerrada uma placa nominando a Sala de Reunião do Esquadrão “Auditório CT MB Bruno Rodrigues – Flecha 100”, em homenagem ao companheiro falecido em 2012, no cumprimento da missão.

 Na sexta-feira, dia 08 de Fevereiro, houve cerimônia militar alusiva ao 9º Aniversário do 3º/3º GAV, com participação de todo o efetivo da BACG. Nesta ocasião foram entregues diversos prêmios, contemplando destaques operacionais e de segurança de voo, tempo de serviço em unidades de Caça, graduado e praça padrão, piloto mais eficiente, concedido ao 2º Ten Av Roberto Moura BELLINI, e prêmio Capitão Horácio, concedido ao 1º Ten Av Murilo KLÖCKNER Narciso.

 Após formatura militar, o churrasco na Área de Lazer dos Oficiais permitiu que todo o efetivo pudesse comemorar os nove anos de existência da unidade.

 Flecha ao ar! À caça! Brasil!!!

 Senta a Pua! Brasil!!!

gaivota...final de artigo 

 

Cheque-rádio com os associados

Temos sentido falta de uma realimentação por parte dos nossos associados.

Considerando que a crítica é a arte de avaliar méritos e deméritos com vistas a melhorar o desempenho, e é exatamente como a entendemos, incentivamos nossos associados a nos enviarem suas críticas e/ou sugestões. A Associação existe para, entre outras coisas, mantermo-nos unidos em torno de um mesmo ideal, resgatando nossa história conquistada a ferro e a fogo e carregando a chama acesa no calor do combate por inspiração do nosso patrono, Brig Nero Moura.

O silêncio rádio nos preocupa – não sabemos se está tudo bem ou se a rota escolhida não é a melhor.

 O papo é livre, as críticas serão sempre muito bem vindas e o canal de comunicação permanente aberto. Incentivamos a todos a utilizarem-no. ABRA-PC Cheque-Rádio! gaivota...final de artigo


 

Demonstrativo Financeiro Resumido



      SALDOS EM 31 DE MARÇO DE 2013

 

Conta Corrente (Banco Real) R$ 17.34831
Fundos ABRA-PC (DI-Supremo) R$ 33.41799
Sub-total recursos ABRA-PC R$ 50.76630

 

      FUNDOS ESPECIAIS (*)

 

Desenvolv. Cult. da Av. de Caça R$2.28004
Prêmio Pacau R$ 56.72344
Sub-total dos Fundos Especiais R$ 59.00348

 

      MÉDIAS DE RECEITAS DE 2013

 

Média anual R$ 10.194,3636

 

      MÉDIAS DE DESPESAS DE 2012

 

Custeio R$ 4.38187
Eventuais R$ 37467

   

(*) A origem desses recursos deve-se à doação de cem mil reais, feita pelo Brig. Magalhães-Motta à Associação Brasileira de Pilotos de Caça. gaivota...final de artigo

  


DEPOIMENTO

Extrato de entrevistas dos Veteranos de Guerra para o documentário “Senta a Pua”

  
Brigadeiro Newton Neiva de Figueiredo


As primeiras reações dos americanos em Orlando

“O primeiro contato dos americanos conosco foi muito bom, eles já tinham a essa altura do jogo uma certa ‘tarimba’ em lidar com os oficiais aliados, porque aliados da mesma língua – que era o inglês – era bem mais fácil. Já com os aliados que falavam outro idioma era um pouco mais difícil, como era o nosso caso, os únicos sul-americanos; nenhum outro país latinoamericano mandou tropas para a Segunda Guerra Mundial nesta fase de operações. O dia a dia em Orlando era sempre muito puxado para nós, era inverno e embora estivéssemos na Flórida, com um clima mais ameno, o clima já exigia aquecimento, essa coisa toda, porque estava muito frio. As atividades começavam às 7:00h da manhã e iam até às 7:00h da noite: era regime de guerra, regime de combate, regime forçado. O americano era um soldado dos mais imbuídos da responsabilidade de guerra, e nós todos que privamos com eles podemos afirmar isso. O nosso voo começava às 7:00h da manhã e era intercalado com aulas teóricas, e não parávamos nunca. Durante dois meses e meio cada um de nós voou cerca de 140 horas em voos táticos, voos de formação, voos de ataque rasante e voos de bombardeio picado. Os voos de bombardeio picado que nós realizávamos no Brasil serviam apenas para dar um certo treinamento, pois eram realizados com aviões antigos.

No Brasil os bombardeios eram feitos com bombas de treinamento, e nos Estados Unidos nós fizemos o mesmo treinamento com bombas reais. Então dava um caráter diferente ao treinamento, você se sentia ‘mais soldado’, com mais ‘espírito de guerra’, e isso valia muito porque cada um dava tudo de si para aprender o máximo. Nos adestramos o melhor possível para combater mais tarde e cumprir as nossas missões no Teatro de Operações. Em Orlando nós voávamos no P-40, um modelo já mais avançado do que aquele que nós tínhamos em Natal. Lá havia uma Escola de Caça que funcionava muito bem, e já não imperava aquele ‘espírito de guerra’ que o americano tinha em si e transmitiu para todos nós. Mais tarde o nosso pessoal foi para Aguadulce e manteve o mesmo espírito guerreiro.”

O primeiro contato com o P-47


“Ao chegarmos nos Estados Unidos depois do treinamento em conjunto, realizado com o grupo em Aguadulce, nós estávamos ávidos para voar o P-47, o melhor avião que se construiu durante a Segunda Guerra Mundial para a missão específica de ‘caça bombardeio’ e ‘caça de longo alcance’. Foi usado até como caça de escolta, inclusive, o P-47 ‘M’. Nós todos estávamos ansiosos para voar o P-47 THUNDERBOLT, uma aeronave com um motor de 2 mil e tantos cavalos, um avião que estava no dia a dia da guerra. Por esse motivo nos sentíamos atualizados voando o P-47, e tivemos o nosso voo solo depois de um ‘Curso de Chão’. Isso, aliás, era uma coisa essencial, porque o piloto – uma vez lá em cima – não teria ninguém que pudesse lhe dizer: “Olha, o que está acontecendo de errado é ‘isso’ ou ‘aquilo’. O piloto tinha que saber tudo o que pudesse acontecer de errado no avião para poder tomar suas decisões. Então essa era a rotina: primeiro um ‘Curso de Chão’ e depois um curso de três horas onde o sujeito fica parado dentro do avião apenas olhando os instrumentos, para se adaptar com a posição relativa de cada um deles. P-47Veja a decolagem, por exemplo: o sujeito tem que saber onde está o velocímetro e o conta-giros sem perder tempo, porque na decolagem 1 segundo é essencial, ele pode morrer nesse segundo. Ainda mais em uma decolagem em tempo de guerra, onde você decola com o avião muito bombas de 500 libras, 06 foguetes de 75 milímetros, 08 metralhadoras ponto 50 – cada uma com mais de 400 tiros –, de forma que era um peso excessivo para o avião, e tudo isso fazia com que a decolagem fosse muito delicada. Eu vi vários incidentes de decolagens conosco, em operações reais, e pilotos que devido ao treinamento que tiveram antes conseguiram se safar.”

“Para decolar o piloto tinha que atacar o motor, segurar nos freios, sair e ‘espetar’ logo para ganhar velocidade o mais cedo possível porque os campos que nós tínhamos, as pistas que nós usávamos na Itália, não eram ‘pistas de manteiga’, como se chama o concreto. Eram pistas adaptadas, recém bombardeadas, adaptadas para a operação depois de terem sofrido bombardeio. Eram aquelas treliças de aço engatáveis umas nas outras. Quando o avião pousava era mais macia do que uma pista de concreto, e por essa característica ela cedia. A velocidade de decolagem do P-47 era em torno de 120 milhas, e a velocidade do pouso já podia ser um pouco menor porque o avião já estava leve, sem combustível, sem armamento, sem as bombas, foguetes ou munição das metralhadoras. Com o avião mais leve o comportamento dele é outro, aerodinamicamente falando. Nunca voltávamos de uma missão carregando bombas, isso era imperativo; nas poucas missões que realizamos depois do dia 1º de maio nós tivemos ordem do comando de decolar completamente municiados com bombas e metralhadora para sobrevoar o território inimigo, e atacarmos somente se fossemos hostilizados. Como isto não aconteceu nenhuma vez nós então íamos para o mar e largávamos as bombas, depois voltávamos para pousar sem elas. Não se podia pousar com as bombas.”

A primeira missão


Já se vão 53 anos desde a minha primeira missão. Todos nós mais antigos do grupo, comandantes de esquadrilha, fizemos a primeira missão sempre dentro de uma esquadrilha americana. Eram três oficiais americanos já experientes, provados no combate, e um brasileiro “novato” que teria o primeiro contato com o fogo antiaéreo. Não era interessante colocar os quatro pilotos novos fazendo uma primeira missão, porque não se podia imaginar qual seria a reação desses quatro vendo aquele fogo pela primeira vez. Por prudência, por experiência deles, toda “primeira missão” de um piloto era feita com gente já experiente, nunca vários pilotos novos na mesma esquadrilha, e foi assim que eu fiz a minha primeira missão. Eu mTen Neiva - 1º GAC na campanha da Itáliae recordo que fomos atacar uma posição de artilharia em Bolonha muito bem defendida pela artilharia antiaérea. Quando eu mergulhei e comecei a ver as “traçantes” passando junto de mim eu fiquei afobado, o que eu acho natural, porque a primeira missão é o “batismo de fogo”, como se diz. Eu me recordo que eu suava demais, e na recuperação eu puxei com tanta força que a máscara chegou a descer do rosto. Como eu já disse isso é natural, deve ter acontecido com outros pilotos, mas não é medo, é afobação mesmo, porque não se tem tempo de sentir medo. A sua concentração é toda em cumprir a missão e se esquivar do fogo inimigo com ações evasivas para que eles possam fazer um tiro errado, porque os atiradores de chão – naquela época em que não havia radar de tiro – atiravam num ponto à frente do eixo do avião. Se eu saísse derrapando eles atiravam em um ponto e eu estava indo para outro, então isso era uma ação evasiva. Nós sempre saíamos com ações evasivas para iludir o artilheiro do chão; a gente via a traçante passar onde nós deveríamos estar passando, mas nós estávamos passando por outro lado sempre derrapando para cá e para lá.

 Em uma fita de metralhadora normalmente havia tipos alternados de munição: perfurante incendiária, perfurante traçante, perfurante incendiária, perfurante traçante... então entre cada duas traçantes que nós víamos havia mais quatro balas, e isso preocupava o piloto, sem dúvida. Mas graças a Deus nessa primeira missão eu saí ileso, não fui atingido. Fui atingido em outras missões, mas não nessa. A sensação de voltar para casa após a primeira missão é de alívio, alívio natural; é como eu disse há pouco, não é questão de ter medo... é questão de ter a preocupação de cumprir a missão e defender o nosso nome na FAB: afinal eu era um brasileiro entre três americanos, e não podia fazer feio. Isso nós tínhamos que ter sempre em mente: nós estávamos sempre sendo o alvo da vista deles, estavam vendo como nós nos comportávamos, e isso era muito importante para nós. Era o bom nome da FAB. Todos nós fomos atingidos várias vezes. Somente um oficial nosso nunca foi atingido, não que ele não se expusesse, muito pelo contrário, era um dos que mais se expunha. Agora, todos nós fomos atingidos uma ou mais vezes, eu fui cinco vezes, em cinco missões eu voltei furado, inclusive com balas até no para-brisa. Eu estava atacando e alguém estava se defendendo, e desse jeito uma rajada pegou no parabrisa. Levei tiro de todo o jeito, todos nós levamos, não é vantagem nem desvantagem. Aconteceu com todos nós, não é mais coragem nem menos coragem. São ossos do ofício, entende? gaivota...final de artigo

 


 

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