2o ESQUADRÃO DO 3o GRUPO DE AVIAÇÃO

"GRIFO"

(Histórico e Origem/Descrição do Símbolo)

 I - Histórico do 2o/3o G.Av.

Criado através da Portaria Ministerial no R-619/GM3 de 28 de setembro de 1995, o 2o/3o Grupo de Aviação é uma das mais jovens e aguerridas Unidades Aéreas da Força.

Subordinado operacionalmente à Terceira Força Aérea (IIIa F.Ae.) e administrativamente à Base Aérea de Porto Velho (BAPV), o Esquadrão GRIFO é oriundo da 2a Esquadrilha do 7o Esquadrão de Transporte Aéreo que operava em sua gênese as aeronaves C-95 Bandeirante, equipamento extremamente útil e adaptado à destinação daquela época. Sua tarefa principal era apoiar os Pelotões de Fronteira do Exército Brasileiro distribuídos ao longo da fronteira Oeste do Brasil.

O interesse internacional e o aumento da incidência de ilícitos na região amazônica, nos anos 90, despertaram a necessidade de contrapor, ocupar e desta forma garantir efetivamente a soberania do espaço aéreo brasileiro naquela região. Para tanto, na época de sua ativação, o 2o/3o G.Av. foi equipado com as aeronaves AT-27 TUCANO que iniciaram os primeiros movimentos de organização efetiva da Defesa Aérea Brasileira nos céus de Rondônia e de toda a Amazônia Ocidental.

Vista a importância desta Unidade no contexto brasileiro, em 2001 o Esquadrão Grifo foi elevado à condição de Unidade de Caça da Força Aérea Brasileira. Esta mudança ratificou sua destinação vocacional: “O emprego real de meios aéreos no cenário amazônico”.

Hoje o 2o/3o G.Av., além de cumprir essa destinação, forma líderes para a Aviação de Caça. Isso traduz o reconhecimento e a confiança depositados pelo Comando da IIIa F.Ae. e de toda a Aviação de Caça nesta Unidade Aérea.

É no ninho do Grifos que os Pilotos de Caça são “batizados” em  missões reais, forjando assim a têmpera dos futuros comandantes da Força Aérea Brasileira.

II - Simbologia do "GRIFO"

Vindo de um tempo de misticismo, lendas e magia, o GRIFO, surgiu na região de Mesopotâmia por volta do ano 2.000 antes de Cristo. Vultosas criaturas aladas que, segundo a lenda, seriam consagradas ao Deus Sol. Possuíam um robusto e imponente tronco de leão, cabeça de cordeiro, orelha de cavalo, asas e bico de águia, cada característica com sua utilidade: o leão representa a força e o poder máximo, o cordeiro um animal sagrado; o cavalo um animal mais dócil; e a águia a altivez das aves de rapina e sua impiedade com os inimigos, a soberania da princesa das alturas.

Os Grifos eram formidáveis criaturas, reunindo as melhores características dos animais eram considerados como de gênese divina. Assim sendo, protegiam dos saqueadores e violadores os templos sagrados, ricos em metais e pedras preciosas. Esses animais receberam o título de “GUARDIÕES SAGRADOS” que simbolizam a força, a vigilância e o obstáculo maior a ser superado. O ataque fulminante dos Grifos, ante qualquer tentativa de furto, era surpreendente e certeiro, castigando a ganância e a avareza humana.


III - Descrição Heráldica do Símbolo 

  • Escudo francês, com o campo em “blau” (azul), partido em faixa (parte superior azul celeste, simbolizando o céu brasileiro; parte inferior azul marinho, simbolizando os rios da Amazônia).
  • No chefe diminuto, em fundo “blau”, está escrito em “jalne” (amarelo), a sigla da Unidade Aérea, 2o/3o G.Av.
  • No coração, também em “jalne”, está o Gládio Alado, símbolo do Comando da Aeronáutica, representando a presença da Força Aérea Brasileira na Região Amazônica contribuindo para a manutenção da segurança na região, bem como, da garantia da inviolabilidade do seu espaço aéreo.
  • No contrachefe, brocante ao campo, uma faixa esmalhetada em “sinople” (verde) simbolizando as matas da região. 
  • As demais figuras dispostas no campo representam uma batalha aérea, ou seja: no cantão destro da ponta, brocante, um Grifo (guardião sagrado) estilizado em “jalne” representa o líder de um elemento que ao iniciar um mergulho para um ataque ao solo, cuja trajetória é descrita “goles” (vermelho), percebe estar sendo atacado por um Basilisco estilizado (réptil fantástico símbolo da impureza) em “sable” (preto), no flanco sinistro logo abaixo do chefe. O Grifo inicia uma recuperação a fim de fazer frente à ameaça iminente do Basilisco e engajar o combate.

 

 

 

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