1o GRUPO DE DEFESA AÉREA

"JAGUAR"

(Origem da Unidade Aérea e descrição heráldica do símbolo)

 

I - A História do 1o G.D.A. e do F-103 (MIRAGE)

O Grupo Jaguar tem um passado de tradições e inovação. A criação do primeiro esquadrão de aviões supersônicos da Força Aérea Brasileira se confunde com a própria aquisição das aeronaves Mirage.

As versões adquiridas pelo Brasil, os Mirage III-EBR (monoposto) e III-DBR (duplo comando), foram desenvolvidas primariamente para missões de Defesa Aérea, embora tenham se mostrado também eficientes plataformas de ataque ao solo. As aeronaves escolhidas pela FAB, em maio de 1970, sucederam o modelo "III-C" nas linhas de produção da Fábrica Marcel Dassault. O seu motor é um ATAR-9C, cujo empuxo máximo com pós-combustão é de 13.900 libras (6.305 kg). O sistema de controle de fogo é o radar Cyrano II, totalmente integrado ao míssil ar-ar infra-vermelho, o Matra 530 IR. Como armamento fixo, a aeronave foi dotada de dois canhões DEFA de 30 mm. O avião também é dotado de um sistema de navegação autônoma "Doppler".

Para abrigar os F-103 (designação dada pela FAB), decidiu-se pela construção de instalações na Cidade de Anápolis - Goiás, a 150 km de Brasília, centro geopolítico da Federação. Tal concepção visava atender aos requisitos do Sistema de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (SISDACTA) e implantar uma rede de meios eletrônicos detecção capaz de rastrear e identificar as aeronaves que sobrevoassem nosso território.

O primeiro Mirage brasileiro voou em 6 de março de 1972 na Cidade de Bordaux, França, já ostentando o cocar da Força Aérea Brasileira. Em maio de 1972, embarcaram para a Base Aérea de Dijon, França, oito pilotos brasileiros. Eles seriam os responsáveis em adaptar-se à nova aeronave e, mais tarde, transmitir a experiência adquirida às próximas gerações de pilotos. Foram eles:

  • Cel.Av. Antônio Henrique Alves dos Santos;
  • T.Cel.Av. Jorge Frederico Bins;
  • T.Cel.Av. Ivan Moacir da Frota;
  • Maj.Av. Ronald Eduardo Jaeckel;
  • Maj.Av. Ivan Von Trompowski Douat Taulois;
  • Maj.Av. Lúcio Starling de Carvalho;
  • Maj.Av. Thomas Anthony Blower; e
  • Cap.Av. José Isaias Villaça.

Esses oficiais foram os primeiros pilotos de aviões supersônicos do Brasil, e são respeitosamente conhecidos como "Dijon Boys" pelos pelos atuais, como forma de homenagem à dedicação e profissionalismo demonstrados na árdua tarefa de implantar, com segurança, uma aeronave tão complexa para a época.

No dia 27 de março de 1973 foi realizado o primeiro vôo de F-103 no Brasil, em Anápolis, dando início às atividades aéreas da 1a Ala de Defesa Aérea (1a ALADA). A partir dessa data a Força Aérea Brasileira ingressava definitivamente na era supersônica e os Mirages eram integrados à paisagem do Planalto Central.

O maior desafio na implantação talvez tenha sido o sistema de apoio logístico. Para se manter os "vetores" em plenas condições de vôo, a manutenção diuturna era necessária. Alem do controle de suprimento e das peças de reposição, era necessária capacitação técnica dos mecânicos e o aparelhamento das oficinas. Para fazer frente a esse desafio, a 1a ALADA foi dotada de uma infra-estrutura bastante ampla, como forma de garantir a continuidade das operações aéreas e de manutenção.

A Ala de Defesa Aérea foi depois reestruturada, passando a ser denominada de Base Aérea de Anápolis (BAAN), sediando o 1o Grupo de Defesa Aérea (1o GDA) criado no dia 11 de abril de 1979, através do Decreto Presidencial Reservado no 4.


II - Descrição Heráldica do Símbolo

  • Escudo com formato francês, terçado em faixa, tendo em chefe (parte superior) o fundo blau (azul-cerúleo), contendo à destra o gládio alado (símbolo da Força Aérea Brasileira) em jalne (amarelo), e à sinistra a sigla da Organização 1o GDA (Grupo de Defesa Aérea).
  • A faixa (parte central) em blau (azul-ultramar), significando a retidão no dever e perseverança, carregando à destra, abaixo do chefe, a Constelação do Cruzeiro do Sul em prata (branco), lembrando o espaço aéreo brasileiro, campo de atuação das aeronaves de interceptação.
  • A ponta (parte inferior) aparece em goles (vermelho), esmalte cujo simbolismo é a ousadia, a firmeza e a segurança, qualidades que identificam os componentes da Unidade.
  • As ameias (linha dentada similar às muralhas dos fortes), significam a defesa e a vigilância, razões primordiais da Defesa Aérea.
  • No coração, destaca-se, um escopo de radar em jalne esmalte que simboliza a força, o poder e a firmeza, qualidades também necessárias às missões de combate aéreo.
  • Brocante (sobreposto) ao escopo de radar, destaca-se a cabeça de um jaguar em sable (preto) e prata, lampassado (com a língua diferente em goles), animado (com os olhos diferentes em prata) e contornado (com a cabeça voltada para destra). O jaguar, por ser hábil caçador, ágil e veloz, representa as qualidades que sintetizam, simbolicamente, o temperamento dos Pilotos de Caça que integram o 1o GDA.
  • Contorna o emblema um filete em jalne.
     

 

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