1o/16o GRUPO DE AVIAÇÃO

"Esquadrão ADELPHI"

(Criação, Origem do termo "Adelphi" e descrição do símbolo)

 

I - Histórico do Símbolo do 1o/16o G.Av.

Em 1977, a Força Aérea Italiana elaborou o requisito militar para um caça-bombardeio e de reconhecimento leve, que pudesse substituir os seus FIAT G-91.

Em março de 1980, verificando a identidade entre o requisito italiano e as necessidades brasileiras para uma aeronave semelhante. O Brasil associou-se ao programa AMX, visando desenvolver um equipamento que viesse ocupar uma lacuna existente na Força Aérea Brasileira, já que os F-5 e os Mirage III cada vez mais se especializavam na missão de Defesa Aérea. O programa foi se desenvolvendo e trazendo muitos benefícios para o país, pois permitiu à nossa indústria aeronáutica, de uma forma geral, capacitar-se a produzir uma aeronave e equipamentos de alto nível tecnológico com uma significativa transferência de tecnologia. A aeronave ficou conhecida como AMX, porém, para a Força Aérea Brasileira, denominou-se A-1.

Em 1987, um grupo de oficiais e sargentos atendeu a um convite que solicitava voluntários para compor a 1a Unidade de A-1 na Força Aérea. Este grupo realizou várias atividades e vários cursos de elevação de nível e a sua transferência, para a cidade do Rio de Janeiro, só se efetivou no inicio de 1988. No dia 4 de fevereiro desse ano, criou-se o Núcleo da primeira Unidade Aérea para emprego da aeronave A-1 (NU-A1), através da Portaria Ministerial no R-055/GM3, sendo designado para comandá-la o, então, Ten.Cel.Av. Quírico.

O dia 18 de abril de 1988 marcou a definição do código-rádio da Unidade. A idéia era de que deveria ser algo representativo das nossas tradições. A palavra ADELPHI surgiu naturalmente por ocasião das Comemorações da Semana da Caça. O comandante do NU-A1, juntamente com o oficial de operações da Unidade, reuniram-se com o Brig. Nero Moura e alguns veteranos do 1o Gp.Av.Ca., onde apresentaram o desejo de utilizarem aquela palavra de significado tão expressivo para os bravos e inesquecíveis veteranos como código de chamada do Esquadrão, solicitando a autorização para isto. Após algumas considerações, foi ratificado o código ADELPHI para a nova Unidade que surgia.

No dia 10 de agosto de 1988 iniciou-se o processo de escolha do símbolo da Unidade. Ainda em 1988, no dia 7 de novembro, o NU-A1 é desativado e criado o NU 1o/16o G.Av., através da Portaria no R-535/GM3.

No dia 23 de fevereiro de 1989 foram apresentadas as "bolachas" para a escolha do símbolo. Concorreram quarenta e cinco emblemas!

No dia 6 de março de 1989 houve a 1a votação e foram selecionadas oito "bolachas". A expectativa da "bolacha" que iria compor os macacões de vôo e marcar a identidade do Esquadrão era muito grande. Finalmente, no dia 2 de maio de 1989, foi escolhida a grande vencedora, nascendo assim o símbolo do Esquadrão ADELPHI, tendo como criador o Maj.Av. Bombonato, que era integrante do 1o/14o G.Av.(Pampa).

Assim, finalizando a implantação do A-1 na Força Aérea Brasileira, já com a "bolacha" ostentada no peito dos Adelphis, os pilotos iniciaram os seus primeiros vôos e o Esquadrão ADELPHI decolava para o cumprimento da sua nobre missão.

II - Significado do Termo "ADELPHI" (e "Grito de Guerra")

Ligado à vida dos veteranos do Primeiro Grupo de Aviação de Caça, o termo originou-se de uma marca de cigarros de nome "ADELPHI", lançada em 1939, pelaadelfi-cigar Companhia de Cigarros Castelões. 

Os cigarros eram acondicionados em carteiras de papelão azul, cujas letras eram douradas. Em cada carteira havia uma figurinha ou um cheque, com valores numerados, que, quando colecionados, somavam pontos e podiam ser trocados por brindes em uma loja situada na Rua Mal. Mal. Floriano, no centro da cidade do Rio de Janeiro. Esses brindes eram pequenos objetos para uso pessoal ou doméstico.

A propaganda do cigarro era feita no rádio. No anúncio, várias pessoas participavam batendo palmas, emitindo o seguinte som: "PÁ...PÁRÁ-PÁ...A-DÉLFI !" (esta última palavra dita de maneira enérgica). Logo tornou-se uma saudação muito especial, destinada a reverenciar os pilotos de caça da Força Aérea Brasileira que pereceram nos céus da Itália, e também para marcar eventos de excepcional relevância para a Aviação de Caça ou para a Força Aérea Brasileira.

Unindo o passado dos pilotos de caça de outrora e suas poderosas aeronaves P-47 ao presente dos novos pilotos de caça e suas modernas aeronaves A-1, o 1o/16o G.Av. adotou a palavra ADELPHI como designação oficial da Unidade e do código de seus pilotos, perpetuando assim uma tradição e uma justa homenagem aos veteranos do 1o GP.Av.Ca.

III - Descrição Heráldica do Símbolo do 1o/16o G.Av.

  • Escudo de formato francês, tendo à destra do chefe o Gládio Alado, símbolo do Comando da Aeronáutica, em jalne (amarelo).
  • O campo partido em faixa, com a parte superior em Blau (azul cerúleo) representando o céu e a parte inferior em prata (branco) representando a superfície terrestre, onde aparecem coordenadas em Sable (preto)
  • Sobreposto às faixas, destaca-se uma figura estilizada em Prata (branco) , representando, ao mesmo tempo, um homem e uma ave, de cujos olhos parte um feixe luminoso em Goles (vermelho), sendo seu significado a localização precisa de alvos. A mesma segura, ainda, uma espada em Jalne (amarelo) e Sabre (preto) simbolizando a precisão do sistema de armamentos da aeronave A-I.
  • Brocante à figura, destaca-se um escudo, também em Jalne (amarelo) e Sable (preto), cujo significado é a auto-proteção eletrônica. Sobrepondo-se ao mesmo, aparecem os numerais ordinais 1o e 16o em caracteres digitais, em Jalne (amarelo), cujo significado é a informatização dos sistemas da aeronave.
  • Em contrachefe, destaca-se uma faixa em Blau (azul ultramar) com ondulações em Prata (branco) representando o mar.
  • Ao fundo, destacam-se triângulos em Sable (preto) representando as elevações da superfície terrestre.
  • Contorna o escudo, um filete em Jalne (amarelo).

 

 

 

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